Alep aprova projeto de Cristina Silvestri que transforma madeira retirada de rodovias em material de reconstrução de municípios atingidos por desastres
A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta terça-feira (19) o Projeto de Lei nº 1095/2025, de autoria da deputada estadual Cristina Silvestri (PP), que cria uma política de reaproveitamento das árvores cortadas em obras rodoviárias. A proposta é destinar essa madeira a áreas atingidas por desastres naturais ou tecnológico. Com a aprovação em plenário, a proposta agora depende da sanção governamental para se tornar lei.
A proposta estabelece que o material lenhoso aproveitável retirado durante intervenções viárias, como construção, ampliação e duplicação de rodovias, incluindo obras executadas por concessionárias de pedágio, seja destinado a localidades em situação de emergência ou calamidade pública. Conforme o texto, a madeira poderá ser usada na construção de moradias populares, recuperação de edificações danificadas e obras de infraestrutura comunitária.
Apresentado pela deputada Cristina em novembro de 2025, poucos dias após o tornado que devastou o município de Rio Bonito do Iguaçu, o projeto nasceu com o objetivo de criar uma resposta prática para auxiliar municípios atingidos por tragédias. Na ocasião, além de Rio Bonito, cidades como Turvo e Guarapuava sofreram impactos severos.
Cristina Silvestri explica que a ideia foi construída com o compromisso de transformar recursos naturais disponíveis em soluções concretas para as comunidades. “A reconstrução de cidades atingidas por desastres exige rapidez, planejamento e união de esforços. Esse projeto transforma um material que já seria retirado por conta das obras em oportunidade de reconstruir casas, recuperar estruturas e devolver dignidade às famílias”.
Durante a tramitação na Assembleia, o texto ainda recebeu uma emenda que ampliou o alcance social da medida, com a possibilidade de doação das madeiras para entidades privadas sem fins lucrativos que atuam na reconstrução de moradias e no apoio a famílias desabrigadas.
O texto prevê que o aproveitamento do material ocorra em conformidade com as normas ambientais e de manejo florestal. “Ou seja, vamos transformar o que hoje é um passivo ambiental em instrumento de solidariedade”, destaca a deputada Cristina.