Guarapuava, 10 de dezembro de 2019
Economia

Em entrevista exclusiva ao CORREIO, o prefeito de Guarapuava diz que a construção civil deve ser um setor impulsionador do mercado, além de empreendimentos locais que somarão mais de mil novos postos de empregos

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No ponto de vista do prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho, a economia brasileira ao longo deste ano “andou de lado”. A expectativa era de um otimismo maior com a mudança no governo federal, o que não ocorreu.

Apesar disso, em entrevista exclusiva ao CORREIO, ele afirma que começam a aparecer sinais da retomada do emprego em um contexto mais abrangente, e que isso virá para o município. “A construção civil sem dúvida é um grande impulsionador”, diz.

Para o começo do ano que vem, a tendência é que ocorra um aumento nos postos de emprego em Guarapuava, segundo o prefeito. Cesar cita empreendimentos já iniciados no município - caso das novas unidades dos supermercados Superpão e Dal Pozzo, que somarão um investimento de aproximadamente R$ 150 milhões.

“Além de outros empreendimentos, como uma multinacional do varejo que está prospectando no município, com um investimento expressivo e a geração de cerca de 400 empregos”, projetando um volume de 1 mil a 1,5 mil vagas nos setores do comércio e varejo.

Contudo, de acordo com o prefeito, o que irá impulsionar as contratações e a movimentação da mão de obra na cidade é o setor imobiliário, que terá uma grande mobilização em 2020.

“Loteamentos, condomínios de apartamentos e fechados. São cerca de 2 mil unidades que serão construídas no próximo ano. Isso vai movimentar muito”, completa.

INICIATIVA

Para além dos investimentos privados, ações do poder público têm se mostrado fundamentais para a melhoria do ambiente competitivo de Guarapuava. Cesar cita, por exemplo, a construção do Aeroporto Tancredo Thomas de Farias como uma obra importante para a movimentação da economia local.

“É um típico investimento alavancador de novas empresas. Você não ter um aeroporto acaba sendo um empecilho para as multinacionais ou as grandes empresas”, afirma, listando ainda a desburocratização e o incentivo aos Microempreendedores Individuais (MEI) como outras atitudes fundamentais. “Quando a gente melhora a infraestrutura da cidade, criando um ambiente mais propício para o desenvolvimento, essas empresas decidem fazer outros grandes investimentos”.

PÚBLICO

O prefeito ainda cita algumas ações pontuais que a administração está tomando para impulsionar a economia local. Programas de qualificação para os trabalhadores e obras de infraestrutura têm papel central nesse cenário.

“Toda vez que eu anuncio a construção de casas populares ou pavimentação, o setor público necessariamente gera emprego”, diz Cesar Filho.

Mas, ele não nega que um dos principais pontos para o avanço nessa questão é a melhoria da economia nacional. “O empreendedor não vive isoladamente. Se a economia não cresce, a renda não cresce, o juros não cai e a inflação não estabiliza, não tem por ele investir”, afirma, lembrando que uma maior pujança econômica faz com que o dinheiro circule.

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