‘Ressurreição’ é mais um filme na galeria bíblica sobre Jesus

Em cartaz em todo o Brasil desde o último dia 17 (ainda sem previsão para Guarapuava), Ressurreição é o mais novo filme que se soma à galeria bíblica de obras cinematográficas sobre Jesus Cristo, principalmente aquele período dos passos da Paixão (crucificação e ressurreição). Até o fechamento desta edição, não havia perspectiva de estreia do longa-metragem no circuito exibidor de Guarapuava.

O diretor Kevin Reynolds preferiu uma abordagem mais detetivesca, pondo o centurião romano agnóstico e cético (Joseph Fiennes) como enviado de Pôncio Pilatos para investigar a ressurreição e localizar o corpo desaparecido do já falecido e crucificado Jesus de Nazaré, a fim de subjulgar a revolta eminente. Conforme ele apura os fatos e ouve depoimentos, suas dúvidas sobre o evento milagroso começam a sumir.

Não é a primeira vez que o cinema hollywoodiano aborda esse episódio bíblico. Uma das fitas mais polêmicas é A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson. O filme abrange principalmente as 12 horas finais da vida de Jesus, começando com a agonia no jardim de Getsêmani, a insônia e agravo da Virgem Maria, mas terminando com uma breve descrição de sua ressurreição.

Com diálogos em aramaico, a produção causou furor pela abordagem crua, realista e violenta. Inclusive, Gibson foi acusado de antissemitismo ao incriminar, na narrativa fílmica, os judeus pela morte de Jesus.

BEN-HUR
Já no épico Ben-Hur (1959), a história de crucificação de Jesus é pano de fundo para o protagonista Judah Ben-Hur, um rico mercador judeu que é condenado a viver como escravo em uma galera romana. Em uma das cenas, o personagem testemunha o martírio de Jesus. O longa-metragem foi refilmado e a nova versão estreia este ano, com o brasileiro Rodrigo Santoro no papel do Salvador.

Ben-Hur-Heston

REI DOS REIS
Outro épico é O Rei dos Reis (1961), temos a história completa de Jesus Cristo: de seu nascimento à crucificação. O filme é baseado nos quatro evangelhos canônicos (Mateus, Marcos, Lucas e João), além dos escritos do historiador romano Tácito, o filme traça a vida de Jesus Cristo, do nascimento até a ressurreição, dentro do cenário político de sua época, com a Palestina ocupada pelos romanos desde a invasão de Pompeu a cidade santa de Jerusalém, em 63 a.C.

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BRIAN
O ponto fora da curva é A vida de Brian, uma sátira nonsense da trupe inglesa Monty Python. Dirigido por Terry Jones em 1979, o longa-metragem explora a história de Brian, um personagem que nasceu na mesma época que Jesus Cristo.

Na segunda metade do filme, uma multidão pensa que ele é o salvador da humanidade e seguem-no como um grande sábio, mas ele nunca teve a intenção de dar essa impressão e apenas deseja ver-se livre de toda aquela gente. Mas Brian é um predestinado, e acaba por viver cenas bíblicas e ter que enfrentar desafios semelhantes aos do Messias (o que naturalmente são sátiras). Inclusive, a crucificação.

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Mesmo hoje, a versão do Monty Python continua dividindo os espectadores: para uns, o longa-metragem é uma blasfêmia; para outros, uma obra-prima do humor sem peias.


*****Com informações de assessorias
Fotos: Divulgação

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