Batel abre consulta popular para novo projeto de redesign e identidade visual do clube

Não é ainda um projeto oficial e definitivo, como o clube deixa claro em postagem nas redes sociais. Por enquanto, o material criado (camisas, escudo, mascote etc.) está em processo de consulta popular. Principalmente em época tão especial, com a proximidade do aniversário de 70 anos do Rubro-Negro em 17 de março

As cores são as mesmas. Mas o visual… ah, este pode mudar. Por meio de suas redes sociais, a Associação Atlética Batel, clube tradicional de Guarapuava e do interior do Estado, apresentou nesta quinta-feira (4 março) um novo projeto de redesign e identidade visual.

Não é ainda um projeto oficial e definitivo, como o clube deixa claro em postagem nas redes sociais. Por enquanto, o material criado (camisas, escudo, mascote etc.) está em processo de consulta popular. Principalmente em época tão especial, com a proximidade do aniversário de 70 anos do Rubro-Negro em 17 de março.

O que chama atenção logo de cara é a proposta de um novo visual para o escudo batelino. É bem diferente do atual, com a inclusão do ano de fundação do clube (1951) e de um detalhe bem interessante: a figura de um lobo.

“O novo escudo foi criado com simetria e traços marcantes. Os conceitos elencados dentro da nova marca, traz referências do ano que o clube nasceu, as 4 famílias de empresários que deram a criação do clube e também ao apelido como o Batel também é conhecido, o Lobo Solitário. Além disso, também foi redesenhado o monograma do escudo (AAB). Esse novo monograma foi projetado com inclinação, pra simbolizar garra e um toque muito mais esportivo”, diz o material desenvolvido pelo publicitário Matheus Wagner, responsável pelo redesign.

Aliás, na explicação do projeto (CLIQUE AQUI) ele recorda que assistia aos jogos do clube ao lado de seu avô, no lendário Estádio Waldomiro Gelinski, em Guarapuava. “Eram fins de semana de grande paixão pelo esporte guarapuavano que marcaram uma boa época da minha vida. Hoje, sou um publicitário que navega no universo da criação e tem grande paixão pelo mundo de design de marcas (e também do futebol)”.

Ele conta também que, em 2020, realizava pesquisas a respeito de times que poderiam servir para estudo de redesign. Nesse momento, topou com uma publicação do Batel. “A partir daí, vi a oportunidade de desenvolver algo para um clube que tenho tanto carinho”.

Versão reimaginada do mascote, em criação de Maurício Alves (Foto: Reprodução)

UNIFORME
O projeto também detalha com ficaria o uniforme do Rubro-Negro da Baixada e toda linguagem visual do clube, com destaque para a comunicação nas redes sociais.

Outro destaque é a releitura do Lobotel, atual mascote do Batel que fora criado em 2018 pela agência Mattos & Martins. A nova versão tem o dedo de Maurício Alves, que imaginou um personagem com outra pegada.

REPERCUSSÃO
Até a tarde desta quinta-feira (4 março), o projeto apresentado pelo Batel tinha 81 comentários na postagem do Facebook.

A maioria parabenizou a iniciativa, reagindo de maneira positiva, com declarações como “Show de bola, bem melhor que o atual”, “Incrível!”, “Ficou show”, “Sensacional!”, entre outros.

Alguns estranharam o visual e a forma como aparece a sigla “AAB”, que foi considerada inelegível nessa versão, preferindo o atual distintivo, que seria mais “raiz”. “Mas, fora isso, ficou show”, resumiu um fã.

Para avaliar e comentar o projeto do Batel, acesse o post original CLICANDO AQUI. É preciso ter perfil no Facebook para dar seu pitaco de torcedor.

Postagem nas redes sociais com nova fachada do estádio, destacando o codinome Toca do Lobo (Foto: Arquivo Pessoal/Batel)

ESTÁDIO
Outra mudança em andamento, segundo anúncio do Batel, é o Estádio Waldomiro Gelinski.

“Nossa casa tem um novo nome. Apresentamos a vocês nosso projeto de revitalização da TOCA DO LOBO”, diz um post.

A ideia é revitalizar a fachada, adotando “nova identidade visual e um novo codinome, a TOCA DO LOBO, que será concluída ainda esse ano”.

HISTÓRIA
Segundo a revista Visual Guarapuava, a Associação Atlética Batel nasceu em 1951, através da união de um grupo de empresários do ramo madeireiro formado pelas famílias Carolo, Silvestre, Trombine e Dalla Vecchia. Na década de 70, o clube foi assumido pela família Gelinski. A profissionalização de seu futebol aconteceu no fim dos anos 80.

Em 1990, o clube disputou pela primeira vez a Primeira Divisão do Campeonato Paranaense, onde permaneceu até 1998. Sua melhor participação no certame estadual aconteceu na temporada de 1994. O melhor time do Batel de todos os tempos, como é lembrado por muitos torcedores, terminou a competição em quarto lugar, atrás apenas do três grandes clubes da capital – Athletico Paranaense, Coritiba e Paraná Clube.