Inflação em Guarapuava tem alta de 1,85% em abril, aponta IPR

Em abril, a inflação em Guarapuava registrou a marca de 1,85%, conforme o Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas). Com subida de 52,18%, a cenoura pressionou a flutuação para cima. Mas também pesaram no bolso dos guarapuavanos os seguintes produtos: batata-inglesa (+27,01%), cebola (+21,15%), melancia (+20,87%) e tomate (+19,55%).

Regionalmente, a maior alta ocorreu em Umuarama, 2,38%, acompanhada por Cascavel (2,24%), Curitiba (2,12%), Pato Branco (1,99%), Maringá (1,98%), Guarapuava (1,85%), Foz do Iguaçu (1,84%), Londrina (1,76%) e Ponta Grossa (1,43%).

O subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou aumentos de 24,43% em Pato Branco, de 21,03% em Curitiba, de 18,59% em Guarapuava, de 18,21% em Umuarama, de 17,40% em Londrina, de 17,34% em Maringá, de 17,29% em Ponta Grossa, de 16,10% em Cascavel e 15,95% em Foz do Iguaçu.

Nesse subgrupo, destaca-se a cenoura, com variações de 71,23% em Curitiba, de 61,78% em Pato Branco, de 60,82% em Umuarama, de 59,27% em Ponta Grossa, de 56,40% em Foz do Iguaçu, de 52,19% em Londrina, de 52,18% em Guarapuava, de 50,65% em Maringá e de 48,86% em Cascavel.

Por outro lado, a abobrinha caiu 17,15% em Foz do Iguaçu, 14,63% em Guarapuava e 9,74% em Pato Branco. A maçã apresentou queda de 13,73% em Curitiba, de 12,42% em Cascavel, de 12,27% em Umuarama, de 11,52% em Maringá. Em Ponta e Grossa e em Londrina, a banana-caturra registrou variações de -13,63% e de -13,48%, respectivamente.

Aliás, no contexto da Capital da Cevada e do Malte as quedas envolveram a bisteca suína (-6,04%), o lombo/paleta suína (-6,64%), o frango em pedaços (a passarinho) (-6,70%), o mamão (-7,87%) e a abobrinha (-14,63%).

ANO
No primeiro quadrimestre de 2026, a inflação em Guarapuava é de 3,14%, conforme o IPR – Alimentos e Bebidas. Já nos últimos 12 meses, o percentual é de 0,44%.

ESTADO
Em abril, o IPR – Alimentos e Bebidas registrou alta de 1,95%, influenciada pelas contribuições ponderadas de 1,03 pontos percentual (p.p.) em leites e derivados e de 0,65 p.p. em tubérculos, raízes e legumes, o que representou aumentos de 7,89% e 18,45%, respectivamente.

Entre os produtos pesquisados, constatou-se acréscimos de 56,90% em cenoura, de 22,64% em tomate, de 21,55% em cebola e de 21,37% em batata-inglesa. O leite integral subiu 13,94%, enquanto o repolho aumentou 24,85%.

Em sentido contrário, observaram-se quedas nos subgrupos carne suína (-3,57%), derivados de carnes (-1,31%) e em açúcares e derivados (-1,22%). Nos cortes de carne suína destacam-se os preços menores em lombo e paleta (-5,23%), em pernil (-3,57%) e em bisteca (-3,18%).

A aceleração no preço dos alimentos reflete a combinação de fatores como a menor disponibilidade, eventos climáticos, período de entressafra e custos de logística.

No caso dos hortifrútis a oferta restrita é consequência de safras em fase final ou com plantio em evolução e aos eventos climáticos extremos ocorridos nos primeiros meses do ano. Já a alta do leite deve-se ao período de entressafra que resulta em menor captação do produto.

Acrescenta-se a esse quadro a pressão sobre os custos de logísticas, decorrente dos reajustes nos preços de óleo diesel. Por outro lado, os preços menores em carne suína relacionam-se a ampliação da oferta do produto e ao enfraquecimento da demanda interna.

Os resultados das duas últimas apurações impactaram o índice acumulado em 12 meses, que fechou o mês de abril em 0,78%. Sob essa métrica, constataram-se, entre maio de 2025 a abril de 2026, aumentos nos subgrupos carne bovina (7,97%) e hortaliças e verduras (6,44%). No outro extremo, registraram-se quedas acumuladas de 18,39% em ovos de galinha, de 15,52% em cereais e de 9,08% em sal e condimentos.