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Inflação em Guarapuava acumula alta de 2,56% em 12 meses, aponta indicador

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Mesmo com queda de 0,21% em junho passado, a inflação dos últimos 12 meses em Guarapuava registrou alta de 2,56%. Os dados consultados pela reportagem são do Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), que é medido mensalmente. Já no acumulado de 2026 (de janeiro a junho), a Capital da Cevada e do Malte apresenta +4,23% nesse indicador.

De julho de 2025 a junho de 2026, o “vilão” na alta no mercado guarapuavano é a cenoura, que variou 199,61%. Em seguida, figura o repolho, que subiu 83%. Seguido do pepino, +76,33%; do melão, 58,93%; e da batata-inglesa, +52,93%.

Regionalmente, o índice acumulado nos últimos 12 meses encerrados em junho registrou alta de 3,28% em Pato Branco, de 2,82% em Cascavel, de 2,65% em Curitiba, de 2,64% em Ponta Grossa, de 2,56% em Guarapuava, de 2,41% em Londrina, de 2,36% em Foz do Iguaçu, de 1,91% em Maringá e de 0,28% em Umuarama.

Sob essa métrica, o subgrupo tubérculos, raízes e legumes apresentou aumento de 52,46% em Londrina, de 51,34% em Curitiba, de 49,02% em Foz do Iguaçu, de 47,12% em Maringá, de 46,22% em Pato Branco, de 45,67% em Ponta Grossa, de 44,62% em Cascavel, de 40,54% em Guarapuava e de 37,17% em Umuarama. No outro extremo, a carne suína registrou queda acumulada de 20,22% em Ponta Grossa, de 19,11% em Guarapuava, de 18,15% em Foz do Iguaçu, de 16,15% em Umuarama, de 15,89% em Londrina, de 15,72% em Curitiba, de 13,37% em Pato Branco, de 13,18% em Maringá e de 13,04% em Cascavel.

Entre os itens de destaque, a cenoura liderou os aumentos em 12 meses em todos os municípios, com (258,91%) em Curitiba, (204,46%) em Ponta Grossa, (202,68%) em Londrina, (199,61%) em Guarapuava, (195,03%) em Maringá, (184,34%) em Foz do Iguaçu, (182,35%) em Cascavel, (161,71%) em Pato Branco e (138,37%) em Umuarama. Entre as quedas, destaca-se o pernil suíno com (-28,43%) em Ponta Grossa, (-28,22%) em Umuarama, (-27,43%) em Curitiba, (-27,37%) em Maringá, (-27,27%) em Londrina, (-25,05%) em Guarapuava, (-24,46%) em Foz do Iguaçu, (-19,94%) em Pato Branco e (-14,85%) em Cascavel.

No Estado, o índice acumulado em 12 meses foi de 2,32% frente ao resultado de 1,96% acumulado até maio. Sob essa métrica, sobressaíram-se as altas dos subgrupos tubérculos, raízes e legumes (45,94%) e hortaliças e verduras (19,40%). No outro extremo, registraramse quedas acumuladas de 16,13% em carne suína, de 8,84% em sal e condimentos e de 8,45% em ovos de galinha.

Dentre os itens pesquisados, ocorreu quedas de 11,15% na melancia em junho de 2026 no Paraná (Foto: Ilustrativa/Magnific)

JUNHO
No Paraná, o IPR – Alimentos e Bebidas registrou queda de 0,18% no mês de junho, destacando-se os recuos de 5,14% em carne suína e de 2,67% em frutas, contribuindo, respectivamente com -0,18 pontos percentuais (p.p.) e com -0,12 p.p. para o resultado do índice geral.

Dentre os itens pesquisados, ocorreram quedas de 11,15% em melancia, de 9,02% em pernil, de 6,74% em laranja-pera, de 5,61% em lombo/paleta suína e de 4,83% em maçã.

O crescimento no total de suínos abatidos durante o primeiro trimestre ampliou a oferta de carne suína no mercado interno, pressionando os preços para baixo. A retração nos preços das frutas está relacionada principalmente a redução de consumo devido as temperaturas mais amenas e aos elevados estoques.

Em sentido oposto, os subgrupos tubérculos, raízes e legumes (+4,28%) e cereais (+3,98%) exerceram as maiores pressões de alta, com contribuição de +0,16 p.p. no índice final de junho. Isoladamente, foram observados aumentos de 23,93% em pepino, de 12,60% em feijão carioca, de 11,22% em feijão preto, de 10,28% em alho, de 9,59% em cebola e de 7,57% em abobrinha.

A prolongada estiagem e geadas pontuais impactaram a produtividade do feijão carioca e do feijão preto, resultando em menor oferta. Em tubérculos, raízes e legumes, a oferta ainda restrita de itens em transição de safra sustentou a continuidade da alta, embora em ritmo mais moderado que nos meses anteriores.

Regionalmente, o comportamento mensal foi predominantemente negativo. A maior queda ocorreu em Curitiba (-0,37%), seguida por Cascavel (-0,36%), Umuarama (-0,33%), Guarapuava (-0,21%), Foz do Iguaçu (-0,18%), Maringá (-0,13%), Pato Branco (-0,07%) e Londrina (-0,05%). Apenas Ponta Grossa registrou alta (0,05%).

O subgrupo carne suína registrou queda de 7,67% em Foz do Iguaçu, de 5,87% em Cascavel, de 5,63% em Londrina, de 5,56% em Guarapuava, de 5,55% em Maringá, de 4,26% em Pato Branco, de 4,17% em Ponta Grossa, de 3,85% em Curitiba e de 3,61% em Umuarama.

Por outro lado, o subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou aumento de 7,47% em Foz do Iguaçu, de 7,06% em Guarapuava, de 4,62% em Curitiba, de 4,56% em Ponta Grossa, de 4,23% em Pato Branco, de 4,11% em Umuarama, de 2,42% em Londrina, de 2,36% em Maringá e de 1,84% em Cascavel.

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