Inflação em Guarapuava acumula alta de 1,40% em um ano

De janeiro a dezembro de 2025, a inflação em Guarapuava acumulou alta de 1,40% (mesmo índice registrado nos últimos 12 meses). É o que revela o Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), divulgado nesta semana pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social.

Regionalmente, nos últimos 12 meses o IPR acumulado registrou alta em Guarapuava (1,40%), Pato Branco (1,21%), Foz do Iguaçu (0,87%), Cascavel (0,43%), Ponta Grossa (0,06%) e Maringá (0,02%). Já no lado oposto, observou-se queda em Londrina (-1,20%), Curitiba (-0,38%) e Umuarama (-0,31%).

O indicador revela que, em consulta da reportagem, a alta no mercado guarapuavano foi “puxada” principalmente pelo pepino, que subiu 55,86% nesse período. Mas logo atrás, aparecem a banana-caturra, com +49,01%; o mamão (48,91%); a banana-prata (42,49%); e o café em pó (41,90%).

Dos subgrupos de despesas, o de bebidas e infusões teve acréscimo de 12,70% em Foz do Iguaçu, de 12,34% em Guarapuava, de 11,95% em Cascavel, de 11,48% em Ponta Grossa e de 9,94% em Umuarama. O subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou aumento de 12,65% em Maringá, de 12,36% em Curitiba, de 12,01% em Pato Branco e de 11,62% em Londrina.

Por outro lado, o subgrupo cereais apresentou queda de 30,37% em Cascavel, de 30,12% em Ponta Grossa, de 29,96% em Umuarama, de 29,40% em Foz do Iguaçu, de 27,97% em Pato Branco, de 27,33% em Curitiba, de 26,36% em Guarapuava, de 26,12% em Londrina e de 24,11% em Maringá.

O mamão apresentou a maior alta acumulada em 12 meses nos municípios de Maringá (41,60%), Umuarama (41,56%) e Londrina (33,56%). Já em Cascavel e Ponta Grossa, o café em pó ocupa essa posição, com aumentos de 40,25% e 36,84%, respectivamente. Em Guarapuava, o maior registro de alta foi o do pepino (55,86%), como mostrado acima; em Pato Branco, o da banana-caturra (46,77%); em Foz do Iguaçu, o da manga (43,02%); e, em Curitiba, o da cenoura (40,90%).

Em contrapartida, a laranja-pera apresentou retração de 45,88% em Londrina, de 44,62% em Guarapuava, de 43,56% em Umuarama e de 40,12% em Maringá. O feijão preto foi o destaque com redução de 39,57% em Cascavel, de 39,18% em Curitiba, de 38,99% em Pato Branco e de 37,59% em Foz do Iguaçu. Em Ponta Grossa, a maior queda foi a do arroz parboilizado, com 34,93%.

No geral, a lista de produtos com queda em 12 meses na Capital da Cevada e do Malte é a seguinte: laranja-pera, com -44,62%; feijão preto (-36,94%); arroz parboilizado (-34,17%); uva (-32,14%); e arroz branco (-28,87%).

Indicador revela que, em consulta da reportagem, a alta no mercado guarapuavano foi “puxada” principalmente pelo pepino, que subiu 55,86% nesse período (Foto: Ilustrativa/Freepik)

DEZEMBRO
De acordo com esse boletim do Ipardes, o IPR do Paraná caiu 0,23% em dezembro, registrando a segunda queda consecutiva. A queda em novembro tinha sido de 1,33%. No acumulado de 12 meses, o índice geral apresentou alta de 0,23%, o menor patamar desde dezembro de 2023.

O resultado mensal foi impactado principalmente pelos recuos de 0,62 pontos percentuais (p.p.) no subgrupo leite e derivados e de 0,09 ponto em cereais. O subgrupo leite e derivados registrou redução de 4,49% em seus preços, seguido pelas quedas de ovos de galinha (-3,85%), sal e condimentos (-2,80%) e óleos e gorduras (-2,28%).

Dentre os produtos pesquisados, a queda de preços mais expressiva em dezembro ocorreu em abobrinha (-13,16%), acompanhada por alho (-10,35%), uva (-9,24%), leite integral (-7,99%) e melão (-7,77%).

As condições climáticas favoráveis impulsionaram a oferta de abobrinha, reduzindo seus preços. Os preços do alho caíram devido à boa produtividade e ao aumento das importações. No caso da uva, a alta oferta pressionou as cotações, mesmo com a demanda de fim de ano. Já os preços do leite recuaram por uma combinação de investimentos, clima favorável e maior importação.

Sob a ótica da variação acumulada em 12 meses, os principais destaques em redução dos preços ocorreram com cereais (-28%), leite e derivados (-9,71%) e ovos de galinha (-6,28%).

Regionalmente, o IPR de dezembro registrou queda em sete dos nove municípios pesquisados. A retração mais expressiva foi registrada em Umuarama (-1,04%), acompanhada por Londrina (-0,56%), Pato Branco (-0,32%), Cascavel (-0,22%), Maringá (-0,13%), Curitiba (-0,11%) e Ponta Grossa (-0,03%).

O subgrupo ovos de galinha registrou as maiores quedas nos municípios de Maringá (-6,48%), Curitiba (-5,49%), Londrina (-5,43%) e Umuarama (-5,28%). O subgrupo leite e derivados registrou quedas em Ponta Grossa (-4,82%), Foz do Iguaçu e Cascavel (-4,51%) e Pato Branco (-3,93%). Em Guarapuava, o destaque da queda foi o subgrupo hortaliças e verduras (-4,67%).

Além de ovos e leite integral, que apresentaram queda nos preços, destaca-se a abobrinha, com quedas de 18,09% em Ponta Grossa, 16,31% em Curitiba, 15,34% em Pato Branco, 13,67% em Cascavel, 13,61% em Londrina, 12,54% em Guarapuava, 11,45% em Umuarama, 9,30% em Maringá e 7,64% em Foz do Iguaçu.

Nos últimos 12 meses, o IPR acumulado registrou queda em Londrina (-1,20%), Curitiba (-0,38%) e Umuarama (-0,31%).

METODOLOGIA
O Ipardes divulga mensalmente a variação do Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), composto por 91 produtos reunidos em 18 subgrupos e de abrangência para o Paraná e municípios de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama. Os preços para o cálculo do índice são extraídos das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas por estabelecimentos comerciais e disponibilizadas pela Receita Estadual, respeitando os critérios de sigilo fiscal.

A composição da cesta de produtos reflete o padrão de consumo de famílias com renda entre 1 a 40 salários mínimos, retratado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2018. Para o cálculo do IPR – Alimentos e Bebidas são utilizados, aproximadamente, 2,5 milhões de registros de notas fiscais eletrônica ao consumidor (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais, distribuídos por nove municípios polos do Estado do Paraná.