Situs Game Online Sbobet Hadirkan Perkembangan Baru di Tengah Tren

Memulai dengan situs game online menyediakan banyak jenis permainan ada slot online, sbobet, casino hingga colok bebas yang bikin siapa saja bisa ikutan dengan macam alternatif hadiah sekaligus. Nilai menang selalu bertambah dan semakin relevan membuat member bisa dapatkan keuntungan double.

O looping de 64

0 135

Parafraseando o famoso livro de Zuenir Ventura, 2020 é o ano que não acabou. É quase certo que você já escutou isso em algum momento dos últimos 13 meses.

Por causa da pandemia interminável de Covid-19, parece que a gente ainda está no ano passado, num eterno looping. Quando parece que vai avançar, tem um recuo.

A sensação será ainda pior nesta virada de 31 de março para 1ª de abril. Em tempos de extremismos, volta a velha discussão sobre o “golpe” ou “revolução” de 1964, dependendo de quem fala. Para quem não sabe, os militares tomaram o poder em 31 de março de 1964, instaurando um período de ditadura que terminaria somente em 1985, quando veio a abertura “lenta, gradual e segura” para a democracia.

Nos últimos anos, tem ocorrido uma batalha de narrativas sobre a legitimidade desse período. De um lado, estão aqueles que classificam a noite de 31 de março como um golpe de Estado, dando início a um dos períodos mais pesados da história política do Brasil; do outro, estão os defensores da tomada de poder, argumentando que os militares impediram uma ditadura comunista no país.

O mais engraçado é que, neste presente momento de polarização, pessoas civis se vestem de verde e amarelo para sair às ruas, pedindo “intervenção militar já” e até mesmo a volta do temível AI-5, como se o período militar (e civil também) tivesse se dado de maneira simples entre 64 e 85. Parece que não temem pela perda das liberdades individuais.

E mais: o atual governo federal está recheado de militares. Nada contra os oficiais oriundos das casernas, mas a proximidade com o mundo político pode ser danosa para a imagem da corporação, mesmo quem está na reserva.

SITUAÇÃO
A partir dos anos de 1990, a ditadura cívico-militar de 1964/85 parecia uma questão pacificada. O revisionismo histórico revelou todas as estruturas de poder e opressão que marcaram o período.

Ledo engano. Os pedidos recentes de “intervenção militar já” são um clamor popular pela volta do coturno ao poder. A desculpa é para fazer uma faxina no Congresso Nacional e cancelar o STF. Porém, a democracia não é feita de freios e contrapesos? Se o presidente puder fazer tudo o que quer, vira um ditadorzinho da República de Curitiba… ops, Republiqueta de Bananas. Até os lavajistas caíram do cavalo curitibano.

Documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen com a ditadura militar (Foto: Reprodução)

FORMAÇÃO
Por isso, é fundamental estudar e se qualificar. Em 2020, o jornal Folha de S.Paulo promoveu um curso online gratuito sobre a ditadura militar brasileira, ministrado pelo jornalista e escritor Oscar Pilagallo. Em fevereiro deste ano, essa formação voltou a ser oferecida (https://bit.ly/3di1RvV), por tempo indeterminado e sem limite de inscrições.

Outro jornalista, Elio Gaspari, é autor de uma série de livros sobre o período da ditadura, resultado de uma extensa pesquisa e do acesso a uma documentação até então inédita. A atual edição é da Intrínseca e forma o box “Coleção Ditadura”, com cinco livros que cobrem um dos períodos mais turbulentos da história do Brasil.

No campo do cinema, existe uma infinidade de filmes brasileiros sobre o assunto. Vale a pena conhecer “Cidadão Boilesen” (2009), de Chaim Litewski, por exemplo. Através de diversos depoimentos, esse documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar.

********Texto: Cris Nascimento, especial para CORREIO

Deixe uma resposta