Produção de trigo poderá ter queda no Paraná, aponta boletim do Deral

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O boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (30), informa que o plantio de trigo foi encerrado em todas as regiões do Paraná, resultando em uma área semeada de 727,5 mil hectares, número este 11% inferior ao registrado em 2025. Essa retração traz consigo uma possível queda na produção, que deve passar das 2,88 milhões de toneladas obtidas na safra anterior para 2,38 milhões, segundo as projeções de julho. Para que o número se confirme, o clima precisa continuar colaborando, como ocorreu até agora.

Atualmente, as lavouras apresentam seu melhor desempenho dos últimos 10 anos, pelo menos: 97% da área plantada está em boas condições e 3% em situação média, sem registro de áreas ruins. Ainda assim, o cenário exige atenção devido à alta probabilidade (81%) de o El Niño atingir a intensidade “muito forte” nos próximos meses. “Até o momento, o fenômeno tem impactado a triticultura paranaense de forma moderada, com o volume expressivo de chuvas se limitando a dificultar o manejo sanitário em algumas áreas, especialmente no Sudoeste do estado”, diz o boletim.

A redução da área plantada, somada às incertezas climáticas, tem impulsionado os preços no estado. Em julho, os preços recebidos pelos produtores devem registrar o quinto mês consecutivo de alta, com valores acima de R$ 70 pela primeira vez após nove meses abaixo desse patamar. Apesar da reação, a média do mês deve fechar abaixo dos R$ 76,97 por saca registrados em julho de 2025.

MILHO
O Deral apontou um pequeno ajuste na área estimada para a segunda safra de milho 2025/26, bem como uma revisão da produção esperada. A estimativa atual indica que foram plantados 2,9 milhões de hectares, representando um aumento de 2,4% em relação ao ciclo anterior.

A expectativa de produção atualizada aponta para uma colheita de 17,05 milhões de toneladas de milho. Esse volume é ligeiramente inferior à estimativa inicial, que era de 17,83 milhões de toneladas. “O principal fator que contribuiu para essa redução foi um período de estiagem durante o desenvolvimento das lavouras, o que comprometeu o potencial produtivo final. Em menor intensidade, geadas pontuais também exerceram influência sobre o desempenho da safra”, diz o boletim.

No campo, a colheita avançou e já alcança 38% da área total cultivada. Em comparação com as duas últimas safras, o ritmo de colheita está mais lento, uma vez que o plantio ocorreu de forma mais tardia em algumas regiões, influenciando todo o ciclo da cultura.

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