Colheita do trigo no Paraná tem salto de 5% para 20% da área estimada

17

A colheita do trigo no Paraná saltou de 5% para 20% da área estimada na última semana, conforme boletim divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) divulgado nesta quinta-feira (10).

“Essa aceleração no ritmo dos trabalhos no campo está ligada tanto ao tempo mais quente deste ano quanto à pressa dos produtores em colher para não serem atrapalhados pelas chuvas. O recolhimento dos grãos avança um pouco mais rápido do que na safra anterior (12% na semana equivalente) e, em termos comparativos, as condições gerais das lavouras seguem melhores do que as registradas no mesmo período do ano passado”, diz o texto.

“As produtividades obtidas até o momento foram decepcionantes, embora fiquem em linha com o início da colheita do ano passado, quando o estado acabou alcançando rendimentos recordes. A partir de agora, a colheita avança pela região onde as chuvas foram mais volumosas e recorrentes, que, assim como as temperaturas mais altas, vão confirmando os impactos do El Niño para o estado”, afirma o boletim, que é assinado por técnicos do Deral.

Segundo a análise, as precipitações expressivas registradas na metade sul desde agosto dificultaram a aplicação de fungicidas, sobretudo no Sudoeste, aumentando a pressão de doenças. Ainda assim, nos intervalos de tempo seco, tem sido possível colher o trigo com umidade adequada. A previsão de mais chuva para os próximos dias mantém os triticultores sob pressão para aproveitar cada janela de tempo firme e evitar perdas de rendimento e qualidade.

Estas tensões climáticas, somadas à diminuição da área semeada localmente e a uma conjuntura de preços internacionais favoráveis, geraram uma valorização atípica no início da safra. Em setembro, a maioria das praças paranaenses praticava valores iguais ou superiores a R$ 78,00 por saca, indicando que o resultado de setembro deve superar o patamar de agosto (R$ 74,90), marcando o sétimo mês consecutivo de alta, bem como superar os R$ 71,62 praticados em setembro do ano anterior. Os valores atuais também se aproximaram do custo variável estimado em agosto (R$ 77,18) pelo Deral e do preço mínimo estipulado pelo Governo Federal para a região Sul (R$ 78,51 – Pão, tipo 1).

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.