Sessão de curtas-metragens é destaque na Mostra de Cinema de Guarapuava hoje (30)
A 1ª edição da Mostra de Cinema de Guarapuava abre seus trabalhos nesta quinta-feira (30) com seminário e sessões dos filmes selecionados. Sempre na sala de cinema do campus Santa Cruz da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Ingressos AQUI
A partir de 14h, serão exibidos os curtas “Quem Ginga, Seus Males Espanta”, “Ruminância”, “Cantigas de fé e festa”, “O Jardim Mágico”, “Outros Abrigos” e “O Enegrecer de Iemanjá e a Subtração do Sagrado Afro”. São filmes de Guarapuava e da Região Centro-Sul, além de obras de fora da região que trazem discussões sobre racismo e questões afrodiaspóricas.
Oriundo de Maringá (PR), “Quem Ginga, Seus Males Espanta” tem direção de Tiago Silva e apresenta Manu, um professor de capoeira que enfrenta o peso silencioso do racismo estrutural. Esse filme já teve exibições na sua cidade natal antes de chegar a Guarapuava, sua estreia em festivais.
Já “Ruminância” é uma produção guarapuavana feita a quatro mãos por Carlos Dino e John Taborda. A narrativa fala sobre o medo de agir e a pulsante ansiedade em explorar o mundo a nossa volta.
Por sua vez, “Cantigas de fé e festa” (dir. Taisa Lewitzki) vem de Inácio Martins (PR) e centra em cantadeiras e cantadores tradicionais de três gerações da família Moraes.
Com direção da dupla Naira Carneiro e Carlon Hardt, “O Jardim Mágico” (Curitiba) foca em dois amigos que descobrem um tesouro escondido, mas ambos se recusam a aceitá-lo.
Em “Outros Abrigos” (Curitiba, dir. Thiago Cardoso), seis amigos com sonhos em comum refletem sobre terem passado por casas de acolhimento. Premiado como Melhor Filme pelo Júri Popular (Kinoarte), Melhor Produção Documental (Festival Araucária) e Melhor Documentário em Curta-Metragem (CINE RO). O curta já passou por mais de 14 festivais nacionais e internacionais, rodando o Brasil (Kinoarte, Festival de Garanhuns, Mostra Curitiba de Cinema) e além, no Arctic Film Festival na Noruega.
Por fim, o londrinense “O Enegrecer de Iemanjá e a Subtração do Sagrado Afro” (dir. Uê Puauet) é um filme-ensaio poético e político que investiga o embranquecimento do sagrado afro-brasileiro.

LONGA-METRAGEM
Nesta quinta-feira (30), o longa-metragem de abertura da Mostra é “Torniquete” (Curitiba, dir. Ana Catarina Lugarini), às 19h30, no cinema da Unicentro.
Protagonizado pela consagrada atriz Marieta Severo, o filme teve sua estreia no festival Olhar de Cinema (PR), passando pelo Festival Mix Brasil (RJ) e Primeiro Plano (MG). Conquistou as telas internacionais no Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, em Cuba.
O evento terá a presença da diretora Ana Catarina para um bate-papo após a sessão.
SEXTA-FEIRA
Na sexta-feira (31), segundo dia de atividades do evento, ocorrerão as Sessões de Curtas, às 14h; e exibição do longa-metragem “Nem toda história de amor termina em morte”, de Bruno Costa, 19h30. O filme conta a história de Lola, uma das primeiras protagonistas surdas do cinema nacional. “Bruno Costa bebe das histórias românticas para nos apresentar um triângulo amoroso que quebra as regras sociais por meio do cotidiano”, diz a organização da Mostra.
Em relação aos curtas, são os seguintes: “Cidade de fora”, “Omodé”, “A Casa Amarela”, “Residência Pés no Quilombo” e “Dança dos Vagalumes”.
Mais cedo, o seminário “Pensando o Cinema”, às 10h.
SÁBADO
E, no terceiro e último dia, Sessão de Curtas no sábado (1º), às 14h; e o longa de encerramento “Lista de desejos para Superagüi”, de Pedro Giongo, 19h30. Em uma mítica ilha no litoral Sul do Brasil, um pescador de 70 anos que ainda não conseguiu se aposentar. Martelo é um homem farol, aponta sua luz para Superagüi e ilumina os desejos de seus moradores que dizem muito sobre o momento atual: melhorar as condições de trabalho, conseguir aposentar com dignidade, retornar a vida da ilha como era antigamente.
E dos curtas: “A benzedeira e o velhinho”, “O Caçador”, “Interior, Dia – Documentário”, “Quando Eu For Grande?”, “Raízes – Documentário” e “Nasce uma Supernova na Galáxia Bailarina”.
Pela manhã, o seminário “Pensando o Cinema”, 10h.
TEMA
O tema aglutinador da curadoria e da direção de arte da mostra é “Memórias, Territórios e Saberes Ancestrais”. Para tanto, “reconhecemos a memória como um ato político de resistência coletiva contra apagamentos históricos. Compreendemos que os territórios corporificam lutas pela soberania de corpos marginalizados. E entendemos que os saberes ancestrais são tecnologias de (r)existência que desafiam a modernidade ocidental”, diz a organização.
Ao centrar filmes paranaenses neste eixo, a mostra não só valoriza narrativas marginalizadas — especialmente indígenas, quilombolas e rurais —, mas também busca criar um espaço de reparação simbólica, onde o audiovisual opera como ferramenta descolonizadora.
Durante três dias de programação, a Mostra exibirá 17 curta-metragens paranaenses, de 8 cidades do estado.
SERVIÇO
Para saber mais sobre o evento, acesse seu perfil oficial (@mostradecinemadeguarapuava) no Instagram. É projeto aprovado pela Secretaria de Cultura de Guarapuava, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura — Governo Federal.
O cinema da Unicentro fica no campus Santa Cruz (rua Salvatore Renna, 875 – Santa Cruz).
Os ingressos gratuitos podem ser reservados neste LINK
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