Curta paranaense ‘Gaiola’ é selecionado para o Short Film Corner em Cannes 2026

O curta-metragem “Gaiola”, produzido pela produtora londrinense Plava Audiovisual, foi aprovado para o Short Film Corner | Rendez-vous Industry, programa de mercado do Festival de Cannes, que acontece em maio de 2026, na França.

Os cineastas Lucas Meyer (diretor), Luciano Albuquerque (produtor executivo) e Vinícius Munhoz (diretor de arte) voltam ao festival de cinema mais prestigiado e influente do mundo dez anos depois de terem sido selecionados para participarem do mesmo programa.

O Short Film Corner | Rendez-vous Industry é uma mostra não competitiva paralela ao Festival de Cannes cujo objetivo é gerar conexões entre realizadores de todo o mundo. “Essa participação representa uma oportunidade de se conectar ao cenário audiovisual internacional, permitindo o acesso a redes de contato qualificadas, e quem sabe até coproduções com outros países”, afirma o diretor Lucas Meyer.

Foto: Reprodução

Ambientado no interior do Brasil em 2050, o filme acompanha um ex-mecânico de competições que vive isolado entre máquinas antigas. Enquanto o mundo ao redor entra em colapso, as notícias chegam de forma fragmentada, como um ruído constante que atravessa o seu cotidiano. Nesse cenário, cercado por ferrugem, silêncio e memória, ele se vê diante de um limite — e decide agir. “Gaiola” parte de uma atmosfera distópica para construir uma história íntima, onde a relação entre homem e máquina reflete também um estado emocional. É um filme sobre escuta, silêncio e sobre as pequenas brechas de humanidade que ainda resistem quando tudo parece fora de controle.

O curta, com 15 minutos de duração, foi gravado em locações em Londrina e em Ibiporã, cidade vizinha. O projeto começou a ser desenvolvido em 2017, mas só pôde ser concretizado após a captação dos recursos necessários. “Gaiola” foi viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura de Londrina. Ao ocupar esse espaço, a produtora londrinense não apenas fortalece sua trajetória e amplia suas possibilidades de produção, como, também, atua como agente de representatividade, levando narrativas locais para um público global e fomentando o reconhecimento da pluralidade do cinema brasileiro.