Em janeiro e fevereiro, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) coletou e tratou 80,6 bilhões de litros de esgoto nas cidades em que administra o sistema de saneamento. Em apenas dois meses, a Companhia evitou que um volume equivalente a 32.240 piscinas olímpicas fosse despejado na natureza, o que traria prejuízos ambientais e para as pessoas.
No mesmo período e na contramão da preservação ambiental, o Brasil jogou na natureza quase dez vezes esse volume: o equivalente a 305.370 piscinas olímpicas em esgoto foram gerados e não receberam tratamento, poluindo o país. O dado é do Esgotômetro do Instituto Trata Brasil (disponível neste link ).
A Sanepar coleta 82,4% do esgoto nas áreas urbanas em 219 municípios do Paraná e trata corretamente 100% do que recolheu, dentro da legislação ambiental. A média brasileira de coleta está bem abaixo, apenas 55,2%; a o percentual nacional de tratamento dos dejetos é ainda menor, 51,8%.
“A criação e a ampliação de novas redes de coleta são essenciais para a melhoria da qualidade de vida, saúde, educação e produtividade econômica. Por isso, estamos há anos investindo pesado em novas estruturas de tratamento de esgoto e seguiremos em ritmo acelerado de expansão e melhorias da rede”, destaca o diretor-presidente da Companhia, Wilson Bley.
Até 2030, a Sanepar vai investir mais R$ 6,75 bilhões na expansão e na modernização dos sistemas de esgotamento sanitário nas cidades em que atua.
A meta é chegar a 90% da população urbana atendida pela Sanepar antes de 2033, ano estipulado pelo Marco Regulatório do Saneamento Básico, válido para as 5.570 cidades do Brasil.
“A criação e a ampliação de novas redes de coleta são essenciais para a melhoria da qualidade de vida, saúde, educação e produtividade econômica. Por isso, estamos há anos investindo pesado em novas estruturas de tratamento de esgoto e seguiremos em ritmo acelerado de expansão e melhorias da rede”, destaca o diretor-presidente da Companhia, Wilson Bley.
ALTOS ÍNDICES DE PUREZA
O esgoto que tem tratamento adequado resulta em dois produtos: o lodo, um resíduo pastoso e rico em matéria orgânica que pode ter outros usos, desde se tornar adubo até gerar biodiesel e ser convertido em energia elétrica; e a água limpa, que volta ao curso dos rios.
Na Sanepar, o tratamento é feito em 273 estações, que cuidam exclusivamente do esgoto, e todas obedecem a parâmetros legais de “devolução” da água ao leito dos rios com baixos índices de poluição orgânica, medidos em Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). Quanto menor o DBO, mais pura está a água.
Nas estações Atuba Sul e Belém (em Curitiba) e Alvorada (Maringá), por exemplo, os índices registrados são extremamente baixos, não atingindo sequer 50% do limite. A Estação de Tratamento Norte (Cascavel) tem DBO quatro vezes menor que o limite legal, com 18 mg/l, quando o máximo permitido é de 80 mg/l.

SAÚDE, DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE
Os 80,2 bilhões de litros de esgoto tratados entre janeiro e fevereiro de 2026 são um volume 2,6% maior que o tratado pela Companhia em janeiro de 2025, resultado do avanço da cobertura, com 100,8 mil novas economias (unidades de consumo) conectadas à rede.
Todo esse dejeto que deixa de ser lançado no meio ambiente reflete na Saúde, na Educação e na Economia, com redução da mortalidade infantil e de doenças causadas por contato com água contaminada.
Estudos apontam que estudantes que contam com saneamento básico permanecem 2,8 anos a mais na escola do que quem não tem abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Para a natureza, o tratamento garante a sobrevivência de ecossistemas inteiros: ao impedir que dejetos e produtos químicos cheguem aos rios, preserva-se a oxigenação da água, a vida aquática e a pureza dos mananciais.