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Atleta guarapuavana de vôlei embarca para os EUA após se destacar em competições nacionais

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A atleta guarapuavana Maria Julia Sahaidak, de 17 anos inicia, neste mês de janeiro, um novo e importante capítulo em sua trajetória esportiva. A jovem embarca no dia 12 para os Estados Unidos, onde vai estudar e defender a equipe de vôlei do Butler Community College, na cidade de El Dorado, no estado do Kansas. A conquista reforça o papel de Guarapuava como cidade formadora de talentos por meio do esporte.

Maria Julia cursará o Pre-Physical Therapy, programa preparatório voltado à área de Fisioterapia, com duração de dois anos. O currículo reúne disciplinas fundamentais como Anatomia e Fisiologia, preparando os estudantes para futuras graduações e programas de graduação em Fisioterapia. Após a conclusão dessa etapa, a atleta poderá ser transferida para uma universidade, dando continuidade à formação acadêmica e esportiva.

A relação de Maria Julia com o voleibol começou ainda em Guarapuava, no Colégio Guairacá, como atividade extracurricular. Foi nesse período que ela foi descoberta pelo professor Jeferson, o “Jefão”, que faleceu em 2024 , e foi uma figura marcante do voleibol guarapuavano. “Eu comecei a treinar como uma atividade extracurricular no Colégio Guairacá, quando o professor Jefão me chamou para ir em uma etapa da Liga em Irati. A partir daí comecei a treinar com ele três vezes na semana e ir para os jogos, foi aí que despertou minha vontade de continuar e crescer no esporte”, relembra a atleta.

A trajetória passou por diferentes etapas e cidades. Após atuar por equipes de Guarapuava e da Uniguairacá, Maria Julia se mudou, em 2023, para São José dos Pinhais, onde amadureceu pessoal e esportivamente. No ano seguinte, foi para Santa Helena, defendendo a equipe da Asavolei. “Em Santa Helena, que considero minha segunda casa, foi onde eu realmente evoluí no voleibol. Já estava com o foco maior e com meus objetivos claros. Cada um desses lugares me ajudou a chegar onde estou”, destaca.

Pela Asavolei, a atleta conquistou resultados expressivos, como o segundo lugar na Taça Paraná, considerada a maior competição de base da América Latina, além do terceiro lugar no Campeonato Paranaense Série A e nos Jogos da Juventude – fase final. Maria Julia também enfrentou o desafio de competir em categorias acima da sua idade. “No começo deu um pouco de medo, porque as meninas eram mais velhas e mais experientes, mas isso me ajudou a evoluir e lidar com a pressão”, afirma.

A oportunidade de atuar nos Estados Unidos surgiu justamente a partir do desempenho em Santa Helena. “Sou muito grata por tudo que conquistei lá e por toda ajuda do técnico Fábio, da associação e das minhas companheiras de equipe. Sem eles nada disso seria possível”, ressalta.

Para a atleta, a nova fase representa crescimento dentro e fora de quadra. “Quero evoluir como atleta e pessoa, aprender novas técnicas e estilos de jogo, representar bem o lugar de onde venho e buscar um diploma internacional”, projeta. Levar o nome de Guarapuava para fora do país também tem um significado especial. “É muito satisfatório, porque consigo mostrar para outras atletas do nosso município que tudo é possível com esforço e dedicação”, completa.

Foto: Reprodução

A mãe da atleta, Fernanda Iachinski, acompanha de perto toda a trajetória e relembra que o talento foi identificado ainda nos primeiros contatos com o esporte. “Quem identificou esse talento foi o professor Jeferson. Ele ficaria muito orgulhoso da Maria Julia. Foi no Colégio Guairacá que surgiu a oportunidade dela iniciar no voleibol”, conta.

Segundo Fernanda, acompanhar a evolução da filha tem sido motivo de orgulho. “Foi e está sendo muito gratificante, pois vemos como ela evoluiu como pessoa, em maturidade, físico e em todos os aspectos.” A rotina intensa, com treinos, viagens e mudanças de cidade, também exigiu adaptações da família. “Não foi fácil, mas ver o brilho nos olhos dela, a coragem de sair de casa com 15 anos e toda a disciplina e foco nos deixa muito orgulhosos”, afirma.

Sobre a ida para os Estados Unidos, o sentimento é de expectativa e confiança. “É um misto de emoções. Ficamos felizes pela oportunidade e apreensivos por ser um país e uma cultura diferentes, mas estamos confiantes de que essa escolha trará muitos frutos para a vida dela”, destaca a mãe.

A história de Maria Julia Sahaidak reforça como o incentivo ao esporte e o trabalho desenvolvido em Guarapuava contribuem para a formação de atletas e cidadãos, levando o nome do município para além das fronteiras nacionais e inspirando novos talentos a acreditarem em seus sonhos.

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