Alta do tomate pressiona inflação em Guarapuava, que marca 0,59% em setembro
Puxada pela alta de 53,09% do tomate, a inflação em Guarapuava fechou o mês de setembro em 0,59%, conforme dados do Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR — Alimentos e Bebidas). No ano, o indicador já está em 1,95% na Capital da Cevada e do Malte; e de 1,43% nos últimos 12 meses.
Aliás, a subida em setembro ocorreu em todos os municípios pesquisados. A maior variação ocorreu em Londrina (1,99%), seguida por Umuarama (1,78%), Cascavel (1,70%), Foz do Iguaçu (1,69%), Ponta Grossa (1,63%), Curitiba (1,48%), Pato Branco (1,36%), Maringá (1,27%) e Guarapuava (0,59%).
O subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou aumento de 41,77% em Curitiba, de 39,61% em Londrina, de 38,01% em Cascavel, de 37,99% em Ponta Grossa, de 36,87% em Pato Branco, de 35,15% em Foz do Iguaçu, de 33,47% em Maringá, de 33,31% em Guarapuava e de 26,59% em Umuarama.
No caso específico da Capital da Cevada e do Malte, o tomate teve a maior alta em setembro, registrando 53,09%. Seguido da batata-inglesa, com 49,28%; abobrinha, 37,02%; pepino, 14,97%; e picanha, 13,44%.
Por outro lado, as frutas registraram quedas de 6,17% em Umuarama, de 6,16% em Pato Branco, de 6,01% em Londrina, de 5,59% em Curitiba, de 5,53% em Guarapuava, de 4,45% em Maringá, de 4,17% em Ponta Grossa, de 3,26% em Foz do Iguaçu e de 1,70% em Cascavel.
Já no maior município do terceiro planalto paranaense, o repolho teve a maior queda, de 21,09%. Depois, vem a melancia, -19,93%; seguido da banana-caturra, -17,89%; manga, -11,78%; e pernil, -10,29%.
PARANÁ
Já o Estado registrou alta de 1,50% no mês de setembro, influenciado em 1,17 ponto percentual (p.p.) pelo subgrupo tubérculos, raízes e legumes, participação que correspondeu ao aumento mensal de 35,80% em seus preços, seguido por carne bovina, com alta de 2,22% e panificados que subiu 1,07%.
Dentre os produtos pesquisados, o tomate aumentou 56,97%, a batata-inglesa 52,12%, a abobrinha 22,64%, o pepino 16,72%, a cebola 16,00%.
Questões climáticas contribuíram para a restrição de oferta de alguns alimentos in natura. O tomate foi impactado pelas baixas temperaturas que atrasaram a maturação dos frutos, enquanto as chuvas foram determinantes para a redução do ritmo da colheita de batatas. Por sua vez, o período de entressafra diminuiu a disponibilidade de cebola no mercado.
Em sentido oposto, os preços de frutas, carne suína e ovos de galinha reduziram em 4,79%, 4,07% e 2,27%, respectivamente. Isoladamente, foram observadas quedas de 18,87% em melancia, de 18,64% em repolho, de 14,22% em manga, de 12,56% em banana-caturra, de 7,82% em pernil suíno e de 4,90% em mamão.
Em 12 meses, o IPR acumula alta de 3,07%, com destaque para os aumentos de 79,29% em tubérculos, raízes e legumes e de 15,06% em hortaliças e verduras. Por outro lado, carne suína, frutas e ovos de galinha registram quedas acumuladas de 26,69%, 11,00% e 9,86%, respectivamente.
METODOLOGIA
O Ipardes divulga mensalmente a variação do Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), composto por 91 produtos reunidos em 18 subgrupos e de abrangência para o Paraná e municípios de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama.
Os preços para o cálculo do índice são extraídos das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) emitidas por estabelecimentos comerciais e disponibilizadas pela Receita Estadual do Paraná, respeitando os critérios de sigilo fiscal.
A composição da cesta de produtos reflete o padrão de consumo de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, retratado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2018. Para o cálculo do IPR – Alimentos e Bebidas são utilizados, aproximadamente, 2,5 milhões de registros de notas fiscais eletrônicas ao consumidor (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais, distribuídos por nove municípios polos do Estado do Paraná.
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