Segurança

Tiroteio iniciou durante ação camuflada do Bope, diz comandante

Na tarde desta quinta-feira (5), a rodoviária de Guarapuava viveu momento de tensão com a troca de tiros entre policiais e bandidos. O efetivo da Polícia Militar se mobiliza para capturar um criminoso que escapou durante a ação
O comandante do 16º BPM (Foto: Redação/Correio)

O tiroteio da rodoviária de Guarapuava resultou de uma ação policial do Batalhão de Operações Especial (Bope) de Curitiba. O episódio, que surpreendeu os trabalhadores e frequentadores da estação, terminou com troca de tiros e a morte de três pessoas, na tarde desta quinta-feira (5).

O que parecia cena de um filme de faroeste se tratava tão somente de uma operação camuflada envolvendo dois policiais, que foram surpreendidos pela ação de três bandidos.

Em entrevista coletiva, o comandante do 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Mario Jorge Alves Lopes, explicou, na manhã desta sexta-feira (6), que uma equipe de inteligência do Bope trabalhava com informações sobre uma negociação envolvendo grande quantidade de drogas em Guarapuava.

Na quinta-feira (5), o Bope solicitou o apoio do 16º BPM, que acionou seu policiamento fardado e o serviço de inteligência. Assim, durante a ação, dois membros do Bope colhiam as informações para, quando se efetivasse a negociação das drogas, dessem a “voz de prisão” e a equipe de policiamento ostensivo entrasse em ação.

Mas o planejamento não saiu conforme o esperado. “Durante essa operação, eles [policiais do Bope] tinham um alvo, que seria uma mulher. Mas, de maneira surpreendente, apareceu um veículo, um Azera preto, com três elementos. Eles entraram em confronto com a equipe do policiamento ‘velado’ do Bope”.

Lopes detalha que a viatura foi identificada e os bandidos reagiram contra os policiais, iniciando a troca de tiros. Testemunhas ouvidas pelo CORREIO relataram que o tiroteio começou no estacionamento da rodoviária e continuou pelas dependências externas do espaço. As balas atingiram um táxi, o meio-fio e as paredes da rodoviária.

“Outros policiais que estavam no cerco deram ‘voz de prisão’, mas não foram acatados. Eles reagiram e, nesse confronto, acabou culminando na morte dos dois elementos que estavam na ação”, detalha o comandante.

Como resultado, morreram dois marginais e o policial Adriano Andrigo Pires (28 anos); o outro policial passa bem. Um dos comparsas do trio de bandidos conseguiu escapar.

POLICIAL

Inclusive, o corpo do policial assassinado já foi encaminhado para Rio Negro, sua cidade natal. Ele era casado e residente nesse município, mas prestava serviço para o Bope de Curitiba.

Caso movimentou Guarapuava na tarde de quinta-feira (5)

RESIDÊNCIA

Na noite de quinta-feira (5), uma residência foi localizada no bairro Vila Bela como sendo dos envolvidos no episódio do tiroteio. “Logo após o ocorrido na rodoviária, nós acionamos todo o nosso efetivo em apoio a algumas equipes do Bope de Curitiba. Fizemos diligências na cidade de Guarapuava para capturar o terceiro elemento que empreendeu a fuga”, afirma o comandante do 16º BPM.

Durante as buscas, segundo ele, a polícia recebeu uma informação anônima de que uma casa teria recebido o veículo suspeito envolvido no tiroteio. As equipes policiais foram até o local, mas não encontraram o foragido. Havia sim uma grande quantidade de drogas (maconha, crack e cocaína) e material utilizado no tráfico; e a munição (calibres 45 e 556) que foi utilizada pelos bandidos na troca de tiros da rodoviária. Todo o material já foi encaminhado para a 14ª SDP.

ELEMENTOS

Segundo o comandante Mario Jorge Alves Lopes, os dois elementos que enfrentaram a polícia na estação rodoviária tinham mandado de prisão.

Quanto ao fugitivo, Lopes diz que a polícia já tem a identificação dele e de um possível paradeiro.

Aliás, ele adianta que o serviço de inteligência do Bope tinha informações de que o trio de bandidos atuava na região de Guarapuava em outras situações criminosas.

ENCAMINHAMENTO

A partir de agora, a Polícia Militar conta com o apoio da Polícia Civil e da Polícia Federal nas diligências de captura do terceiro elemento envolvido no tiroteio.