Guarapuava, 20 de setembro de 2019
Esporte

No comando do REC, Claudemir Sturion disputa o Campeonato Paranaense da Segunda Divisão. A reportagem aproveitou sua passagem por Guarapuava para conversar sobre seu trabalho no mundo da bola

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Com passagem histórica pelo futebol maringaense, o técnico Claudemir Sturion é uma pessoa simples e de poucas palavras. Mas de grande eficiência.

Ao longo de três anos à frente do Maringá Futebol Clube (MFC), o treinador conquistou um vice-campeonato da Primeira Divisão, um acesso e participações na Copa do Brasil e Série D.

Em 2019, Sturion vem comandando o Rolândia Esporte Clube (REC) no Campeonato Paranaense da 2ª Divisão. Após terminar em 3º lugar a fase de classificação, o time rolandense ocupa a 3ª posição no Grupo C.

No último domingo (9 junho), o REC jogou em Guarapuava, sofrendo derrota (2 a 1) para a Associação Atlética Batel (AA Batel), em rodada inaugural do returno da 2ª fase.

Em entrevista exclusiva a este CORREIO, o experiente Sturion analisou a Divisão de Acesso, classificando-a como um campeonato totalmente diferente da Primeira Divisão. Em sua visão, o principal problema é que a Federação Paranaense de Futebol (FPF) deixa o certame em segundo plano.

“Eles [da FPF] deviam prestar mais atenção nos gramados, porque o de Rolândia onde a gente joga é horrível”, afirmou, destacando que era uma crítica construtiva, ou seja, com o objetivo de alertar a Federação.

Sturion opina que a Segundona ocorre numa época do ano que não é apropriada para jogar futebol, pois chove muito. Consequentemente, os campos ficam ruins como é o caso do Estádio Waldomiro Gelinski (WG), em Guarapuava.

“O nível técnico a tendência é cair. Não tem como você exigir de um time técnico trabalhar a bola num campo desses”, referindo-se ao WG, local da partida entre Batel e REC, no último domingo.

Inclusive, antes do apito inicial para essa partida, ele havia dito que o campeonato costuma ser decidido na bola parada, tendo em vista o gramado ruim. “Meter a bola na área”. Dito e feito: o lateral Lúcio marcou dois gols em cobranças de falta que deram a vitória para o Rubro-Negro da Baixada.

Sturion (em 1º plano) dirige o time do REC na Divisão de Acesso. No domingo (9), ele esteve em Guarapuava, no jogo contra o Batel (Foto: Cristiano Martinez/Correio)

ROLÂNDIA

Em 2018, Claudemir Sturion salvou o REC do rebaixamento para a Terceirona, nas rodadas finais.

Neste ano, o trabalho começou mais cedo em um clube com apenas três anos de história no profissional – mas a fundação é de 1973. “Procuramos montar uma equipe com parceria”, explicou o técnico, revelando que somente quatro jogadores do atual elenco recebem salários do clube; o restante é parceria com equipes como o Oeste Barueri, Cianorte, Foz do Iguaçu e empresários.

“Não adianta eu montar um time com uma folha de pagamento aí e chegar no meio do campeonato e não ter como pagar. Em vez de ajudar, acaba atrapalhando”.

MFC

Vitorioso em Maringá, o nome de Claudemir Sturion costuma ser especulado para retornar ao comando do MFC. “Já tive a oportunidade de voltar. Mas como eu estava aqui, no REC, ficava difícil você largar um trabalho no meio e pegar um trabalho no final”, diz o técnico.

Ele conta que, apesar de mudanças na diretoria do clube maringaense, mantém uma boa relação com os dirigentes. “Marcou o trabalho que a gente fez lá. A própria diretoria de lá reconhece”.

Por isso, Sturion conta que são grandes as possibilidades de retornar em 2020 ao Maringá Futebol Clube.

Em relação ao descenso do clube este ano, o treinador afirma que é preciso dar a volta por cima. “Começar o trabalho do zero”, finaliza.

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