Esporte

‘Segundona’ 2018 mantém fórmula de disputa com turno único

Com a desistência de um clube, o Batel de Guarapuava foi convidado pela FPF a participar da Divisão de Acesso no ano que vem. Nesta terça-feira (5), representante batelino marcou presença no arbitral que definiu as regras do campeonato
Batel ficou em 3º lugar na Terceirona 2017 (Foto: Ilustrativa/Correio)

Em campo, a Associação Atlética Batel (AA Batel) não conseguiu o tão sonhado acesso à “Segundona” de 2018. Mas, nos bastidores, o rubro-negro guarapuavano conquistou a vaga de maneira legal. Com a desistência do time do J. Malucelli, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) convidou o clube batelino a disputar a Divisão de Acesso do ano que vem.

Como terminou em 3º lugar na classificação geral do Campeonato Paranaense da Terceira Divisão em 2017, o Batel ficou com a “vaga extra” – em campo, eram apenas duas vagas, preenchidas pelo campeão Independente São Joseense e o vice Rolândia Esporte Clube (REC).

Na tarde desta terça-feira (5), a sede da FPF recebeu a reunião arbitral que definiu a disputa do Campeonato Paranaense da 2ª Divisão de 2018. Participaram do encontro o presidente da FPF, Hélio Pereira Cury, o vice-presidente Amilton Stival, o assessor da presidência Robson Roberto Seerig, o gerente de competições Marcius Koehler, o supervisor do departamento de registros Éverton Amaro, o representante jurídico da FPF, Willian Osaka, o presidente da Comissão de Arbitragem, Afonso Vitor de Oliveira, e o representante do Sindicato dos Atletas, Rodrigo Fernando Pacheco de Oliveira.

Além deles, estiverem presentes os enviados dos clubes participantes: AA Batel, A. Portuguesa Londrinense, AC Paranavaí, Cascavel CR, Clube Andraus Brasil, Independente FSJ, Iraty Sport Club, Operário FEC, Rolândia EC e PSTC.

FÓRMULA

Na reunião ficou definido que o Estadual terá início no dia 10 de fevereiro, com previsão de término para 20 de maio. A fórmula de disputa foi mantida, assim as equipes se enfrentam na primeira fase em turno único, em nove datas. Classificam-se para as quartas de final as oito equipes melhor colocadas. Disputando posteriormente as semifinais e a final. Os dois clubes que somarem o menor número de pontos na primeira fase serão rebaixados.

Com “99%” de chances de continuar à frente do Batel em 2018, o técnico Marcelo H. do Ó achou interessante essa fórmula de disputa. Sem contar as dificuldades com a participação de times tradicionais como o Operário e o Paranavaí, ambos com títulos na Primeira Divisão. “Nível muito forte. Mas temos condições de brigar por uma vaga. Temos uma boa base”.

Marcelo H. do Ó participou do arbitral na FPF (Assessoria)

COMANDO

Ao que tudo indica, o técnico e gestor Marcelo H. do Ó deve continuar à frente do Batel em 2018. Em conversa com o CORREIO, o “professor” disse que as chances de permanência são de “99%”. Ele viaja a Guarapuava nesta semana para confirmar se fica no comando do time.

Mudanças no Batel pesaram na decisão de Marcelo. “Porém, não posso adiantar nada”. O treinador já pensa na montagem do elenco de 2018, que está com atraso na sua avaliação.

ANO

Apesar de problemas extracampo – caso do atraso no pagamento de salário dos jogadores -, o Batel fez boa campanha na “Terceirona” 2017 e, por muito pouco, não chegou à final, que o credenciaria a uma das duas vagas do acesso.

Com quatro ou cinco favoritos ao título, o campeonato deste ano foi bastante equilibrado. Após uma fase classificatória, que reuniu nove equipes, o Batel terminou em 3º lugar no G4, com 17 pontos: cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota.

Porém, na fase “mata mata”, o elenco comandado pelo técnico Marcelo H. do Ó não resistiu à força do invicto Independente e caiu nos dois jogos. O adversário seria o campeão, em seguida.

Desse modo, a “Terceirona” 2017 terminou assim: campeão - Independente Fsj; vice – Rec; 3º Lugar - AA Batel; 4º Lugar - Verê FC; 5º Lugar - CA Cambé; 6º Lugar - SC Campo Mourão; 7º Lugar - Arapongas EC; 8º Lugar – Grecal; e 9º Lugar - União FC de Nova Fátima.

No balanço geral, um dos aspectos positivos da campanha batelina foi a volta do torcedor guarapuavano ao Estádio Waldomiro Gelinski. Nos jogos em casa, o time atraiu uma média de 1,5 mil pessoas.