Guarapuava, 23 de fevereiro de 2020
Cotidiano

Em Guarapuava, parte deste material como tijolos, concreto e tintas, muitas vezes, não recebe a destinação correta, sendo descartado ou aterrado em locais irregulares como terrenos baldios

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O descarte incorreto de resíduos oriundos de construções é uma ação que pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente Municipal, estima-se que em Guarapuava seja produzido 3600 m³ ao mês de RCC (Resíduos Sólidos da Construção Civil).

No município, parte deste material como tijolos, concreto e tintas, muitas vezes, não recebe a destinação correta, sendo descartado ou aterrado em locais irregulares como terrenos baldios. Alguns desses materiais ficam no meio ambiente por tempo indeterminado, podendo contaminar a água e o solo.

Para minimizar os prejuízos ambientais, a Prefeitura de Guarapuava, através da Secretaria de Meio Ambiente atua como agente de fiscalização e orientação sobre os procedimentos corretos. “Conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei n° 12.305/2010, a responsabilidade pela coleta, transporte e destinação dos resíduos da construção civil é dos geradores do material. Por isso, a preocupação do proprietário deve ir além de retirar o material da frente da sua casa. Caso o caçambeiro destine de forma incorreta, a responsabilidade ainda recairá sobre o responsável pela obra”, explicou o engenheiro ambiental, Cleverson Luiz Dias Mayer.

CORRETO

Em Guarapuava, segundo Cleverson, existem empresas que oferecem serviços especializados em recolher e realizar a destinação adequada desses materiais, podendo fazer a triagem, recuperação e destinação dos resíduos.

Além da contratação dessas empresas, os proprietários também podem buscar orientações na própria Secretaria Municipal, que fica no Parque das Araucárias, para tirar dúvidas sobre o processo. “Precisamos expandir a consciência dos guarapuavanos sobre a destinação correta desses materiais e sobre a separação dos resíduos dos demais lixos, sem colocar o lixo comum nas caçambas”, afirmou.

Devido a destinação incorreta, o município atua com a aplicação de multas, com valores médios de R$ 5 mil, variando conforme o tamanho do local e da área atingida. Se os resíduos descartados estiverem em área de preservação permanente possuem agravante. A aplicação da multa, no entanto, ocorre apenas quando o descarte incorreto é identificado.

SERVIÇO

Para mais orientações ou dúvidas sobre a destinação correta desses resíduos, basta entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente, através do telefone (42) 3624- 4661. Denúncias podem ser realizadas no número 156, ouvidoria do município.

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