Guarapuava, 17 de December de 2018
Cultura

A peça ‘Quem roubou o branco do Mundo?’ era atração na manhã desta quarta-feira (10/outubro); e tem nova sessão às 15h, no mesmo espaço. À noite, ocorrerá a abertura oficial com a encenação de ‘Viúva, porém honesta’ no Municipal

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(Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

Vermelho, verde, azul, amarelo, laranja... quase todas as cores, menos o branco. Assim, duas crianças estão em busca dessa tonalidade, que é básica no mundo.

Na manhã desta quarta-feira (10/outubro), alunos de colégios de Guarapuava assistiram ao desenrolar dessa “trama de cores” durante a peça “Quem roubou o branco do Mundo?”, na primeira atividade da sétima edição do Festival Cênico Guarapuava Abre as Cortinas, no palco do Teatro Municipal. “Também estão acontecendo nas escolas as contações de histórias”, disse o organizador do evento, Jones Guerra, durante a encenação desta manhã.

A peça “Quem roubou o branco do Mundo?” tem mais uma sessão agendada também para esta quarta-feira, mas às 15h, no palco do Municipal.

No evento pela manhã, o jovem público estava na expectativa de pisar pela primeira vez no Municipal. “Eu espero que seja bem interessante e é um espetáculo cultural muito bom pra gente renovar o nosso espírito”, avaliou a aluna do Colégio Estadual Visconde de Guarapuava Lis Maria de Souza (17 anos). Ela destacou também que o teatro é uma atividade muito importante para a cidade.

Na mesma sintonia, a também estudante do Visconde, Eduarda Cordeiro (16 anos), estava ansiosa. “Empolgante!”, afirmou, em relação à possibilidade de assistir a uma peça no Municipal.

Aliás, é a primeira vez que o Festival Cênico utiliza o novo espaço cênico de Guarapuava. Afinal, o local foi inaugurado em 2018. Antes da apresentação da peça, Guerra chamou atenção para o palco ao se agachar e beijar o “solo sagrado” de atores, diretores e demais profissionais das artes cênicas.

Público formado por alunos de colégios acompanhou encenação nesta quarta

LINGUAGENS

Em 2018, a programação do festival repete a mistura de teatro com outras linguagens. “O Festival Cênico é multidisciplinar. Ele sempre foi assim”, diz Guerra, em entrevista ao CORREIO. O organizador conta que, desde as suas origens, o festival sempre teve dança, música, circo, contação, entre outros.

Nesta quinta-feira (11/outubro), por exemplo, o Teatro Municipal sedia novas apresentações teatrais: às 8h45, “Feia, Largada Querendo ser Amada”; às 10h30, “Não Cauterize”; às 14h30, “Post Mortem”; às 17h, Reprises Pareadas; e, às 20h, “Teixeirinha O Rei do Sul”.

Mas, na sexta-feira (12/outubro), tem atrações musicais, a partir de 20h, no Municipal. E, no sábado (13/outubro), dança no mesmo espaço, com início às 19h.

A programação completa do festival está no site do CORREIO, CLICANDO AQUI. Lembrando que a entrada é gratuita em todas as atividades artísticas. Mas os ingressos precisam ser retirados no Municipal (rua Padre Chagas, 3.151 - Centro,) ou na Casa da Cultura (rua Alcione Bastos, 211, Alto da XV).

O produtor cultural Jones Guerra é organizador do Festival Cênico

ABERTURA

As atividades do 7º Festival Cênico Guarapuava Abre as Cortinas começaram na manhã desta quarta-feira. Mas a abertura oficial será às 20h, no Teatro Municipal (ingressos esgotados), com a encenação de “Viúva, porém honesta”, a partir de texto escrito por Nelson Rodrigues (1912-1980).

Jornalista, cronista, romancista, ator e dramaturgo, Rodrigues foi uma figura marcante e emblemática do teatro brasileiro no século 20. Sua visão ácida dos costumes e da família brasileira provocaram celeuma a seu tempo, sendo taxado de autor imoral e sofrendo com a censura de suas peças.

Encenada pela primeira vez em 1957, “Viúva, porém honesta” conta a história de J.B. de Albuquerque Guimarães, diretor do jornal "A Marreta” e um dos jornais mais influentes do país, que não consegue convencer sua filha única, Ivonete, a deixar de velar seu marido morto, Dorothy Dalton, e voltar a ter uma vida normal, uma vez que tem apenas 15 anos e pode se casar de novo e lhe dar netos.


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