Guarapuava, 15 de December de 2018
Cultura

Da ideia de incentivar a formação de futuros leitores em diferentes espaços surgiu a atividade ‘Dom Caixote vai à escola’, atividade integrante da programação do Encontro Anual de Extensão Universitária 2018

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(Foto: Coorc/Unicentro)

Surgido no campus Cedeteg da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, o projeto Dom Caixote aos poucos se expande além dos muros da instituição de ensino superior. É uma proposta apoiada pela Lei Rouanet (legislação que foi demonizada nesses tempos de extremismos) e que busca estimular o hábito da leitura.

“É um espaço pelo qual qualquer pessoa que frequente a universidade, poderia estar pegando um livro, lendo esse livro e depois devolvendo para que outras pessoas pudessem também compartilhar dessa leitura”, conta a coordenadora institucional do projeto, professora Ana Lúcia Suriani, via Coorc.

Dessa ideia de incentivar a formação de futuros leitores em diferentes espaços surgiu a atividade “Dom Caixote vai à escola”, atividade integrante da programação do Encontro Anual de Extensão Universitária 2018. “É o momento muito significativo porque a gente, além de estar incentivando a leitura, tem também essa possibilidade de divulgar o trabalho da universidade, que é um trabalho belíssimo e esse projeto da gente que é um projeto que tem frutos muito bonitos”, comemora a pró-reitora de Extensão e Cultura da Unicentro, professora Elaine Maria dos Santos.

Nessa adaptação do projeto para as escolas, histórias que antes estavam apenas no papel ganharam a voz do escritor Norbert Heinz. “A ideia é trazer algo simples, mas que de alguma maneira eles lembrem depois”, afirma. Ideia que agradou aos estudantes da Escola Municipal Luiza Pawlina do Amaral e do Instituto João Paulo II.

Jéssica Mariza é uma das alunas que interagiu bastante com o contador de histórias. Atenta, reconta cada detalhe do enredo. “Ele queria achar o tesouro da vovozinha. A primeira coisa que ele foi procurar foi a xícara do vovozinho, depois foi no penico do vovô e, aí, foi lá na tampa da panela e depois na casa da costurinha da vó”. Além de divertir com as narrativas desenhadas, a interação do escritor foi incentivar o hábito da literatura nos pequenos. “Parece uma história bem simples, mas eles me encontram na rua, eles lembram da história”.

GOSTO

A atividade foi uma forma de levar diversão e conhecimento para as crianças, incentivando o gosto pela leitura. “As nossas crianças têm pouco acesso à questão da literatura, as professoras fazem um trabalho em sala, mas sempre que vem alguém diferente dá um impulso maior para a questão da leitura, do hábito, do gosto do ler”, destaca a diretora Marinez Federli, da Escola Municipal Luiza Pawlina.

Já a irmã Lúcia Tironi, coordenadora do Instituto João Paulo II, afirma que “a leitura e a contação de histórias favorecem ainda mais a questão das relações que tu vais aprendendo com uma história. Ao mesmo tempo, a leitura favorece e abre o horizonte da gente, ajuda também a criar uma perspectiva a partir de uma história, a partir de uma leitura, a partir de um conto”.


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