Guarapuava, 21 de julho de 2019
Cotidiano

De acordo com Terezinha Daiprai, presidente do diretório regional do APP-Sindicato, o funcionalismo público paranaense ainda aguarda uma proposta concreta do governo para dar fim ao movimento grevista

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A paralisação dos servidores públicos paranaense completa 16 dias nesta quarta-feira (10). A partir de 25 de junho, trabalhadores de diversas categorias cruzaram os braços em protesto à falta de pagamento da data-base desde ano, correspondente a 4,94% da inflação.

Além disso, o funcionalismo exige um planejamento para quitar os valores atrasados desde 2016, que já somam mais de 17% de defasagem na folha de pagamento. 

Alguns dias após o início da greve, a administração estadual propôs um reajuste de 5,09% parcelado até 2022, condicionando ao fim da licença-prêmio. A proposta não agradou os grevistas. 

Em meio a isso, o clima na capital paranaense esquentou, e centenas de manifestantes ocuparam a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) na tarde da última terça-feira (9). Uma fala do deputado Ricardo Arruda (PSL) foi considerada provocativa e foi o estopim para o movimento. Agora, os servidores estão acampados em frente ao Palácio do Iguaçu, sede do governo. 

Alunos apoiam movimento de greve dos professores no Paraná
Alunos apoiam movimento de greve dos professores em Guarapuava (Aquivo Correio)

“O comando de greve estadual determinou também que nos municípios do interior as categorias em greve realizem atos em conjunto para deixar um recado para o governador Ratinho Júnior”, disse ao CORREIO Terezinha Daiprai, presidente do diretório regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato).

Na “terra do lobo bravo”, a entidade sindical realizará uma manifestação em frente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Guarapuava a partir das 10h desta quinta-feira (11). A tendência é que os professores permaneçam mobilizados até o final do dia no local.

ADESÃO

No ponto de vista da sindicalista, o movimento do funcionalismo tem crescido em todo o Paraná. A ocupação da Alep e o acampamento em frente ao Palácio do Iguaçu foram atos “extremos” para buscar a atenção do governador, acredita Terezinha. 

“Ele precisa dar uma resposta concreta sobre a data-base e negociar os outros itens da pauta”, completa.  De acordo com Daiprai, a adesão à greve já atingiu parcialmente 60% das escolas de Guarapuava; 30% pararam totalmente, diz.

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