Guarapuava, 20 de agosto de 2019
Cotidiano

Filiados do Sintesu, uma das entidades sindicais da universidade, optaram pela suspensão da paralisação após avaliar a proposta de reajuste do governo; docentes sindicalizados da Adunicentro ainda decidirão os rumos da greve na sexta (19)

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Ao que tudo indica, as atividades na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) retornarão normalmente na próxima semana, quando inicia o segundo semestre letivo.

Nesta quarta-feira (17), professores e agentes universitários filiados ao Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior da Unicentro (Sintesu) votaram pela suspensão do movimento grevista, que havia começado em 27 de junho.

A decisão unânime levou em conta a proposta de reajuste salarial colocada na mesa pelo governador Carlos Massa Ratinho Jr., garantindo uma reposição parcelada de 5%, com 2% liberados em janeiro de 2020. A previsão é que o restante seja pago em 2021 e 2022, com 1,5% em cada ano.

Entre os sindicalizados, o entendimento é que a proposta não é a ideal, mas que houve avanços em áreas consideradas críticas, como a retirada do Projeto de Lei Complementar (PLC) n° 04/2019, que estabelecia condições para progressões, promoções e data-base.

“Houve um certo avanço”, acredita Danny Jessé Nascimento, presidente do Sintesu, acrescentando que em um primeiro momento a administração não iria dar nenhum reajuste. “A retirada do PLC talvez seja o maior dos avanços”, aponta.

Nessa proposta, o governador garantiu que os valores atrasados desde 2016 - que já somam mais de 17% - serão discutidos a partir do próximo ano por uma mesa de negociação permanente. Assim, as datas-bases futuras serão incluídas na discussão.

“A diretoria do sindicato, nesse momento, opta pela suspensão, até para aguardar a chegada da mensagem à Alep [Assembleia Legislativa do Paraná], e a partir disso a gente marca uma nova assembleia para ver se foi aquilo que foi combinado”, completa.

Danny Jessé Nascimento é presidente do Sintesu (Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

LGU

De acordo com Danny, a Lei Geral das Universidades (LGU), que está sendo proposta pelo governo, ainda não pode ser motivo de greve, já que o texto ainda não foi colocado no papel. “Não tem como se fundar em algo que ainda está sendo montado”, diz, ressaltando que a paralisação precisa ser constituída por pautas legais. “O Sintesu deliberou por analisar o projeto e propor mudanças ou a retirada do que for necessário”.

ADUNICENTRO

Ao CORREIO, o presidente do Sindicato dos Docentes da Unicentro (Adunicentro), Geverson Grzeszczeszyn, afirmou que “é nas assembleias que as bases decidem” sobre a mobilização. Para ele, é possível que as instituições permaneçam em greve após avaliação da proposta do governo.

A assembleia do sindicato está marcada para esta sexta-feira (19).

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