Guarapuava, 21 de fevereiro de 2020
Política

Atualmente cumprindo mandato de vereadora pelo PT, Terezinha dos Santos Daiprai afirma que o partido ainda não definiu qual será o candidato no pleito, mas que pôs seu nome à disposição; entre suas pautas está a melhor administração orçamentária

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A vereadora Prof. Terezinha anunciou que já colocou seu nome à disposição do PT visando a eleição majoritária de 2020. A decisão nasceu a partir de uma discussão sobre a importância da participação feminina na política.

Em entrevista exclusiva ao CORREIO, concedida nesta sexta-feira (14), a petista afirma que a legenda terá uma candidatura própria visando a Prefeitura de Guarapuava.

“Mas, ainda temos um cenário muito indeciso, até em nível nacional. E, internamente, nós temos essa discussão sempre muito democrática, sempre pela colocação de vários nomes”, explica a parlamentar. Em termos de alianças, estão sendo buscadas siglas com compromisso social, caso do PCdoB e do Psol.

Além de Terezinha e do doutor Antenor Gomes de Lima, tido como uma das principais lideranças do partido em Guarapuava, outra pessoa cogitada para encabeçar a chapa é a professora Márcia Oliveira, que concorreu a deputada estadual pelo PT.

Terezinha reconhece que sua atuação na Câmara de Vereadores, do ponto de vista estritamente político, a coloca em evidência. Mas cita que a importância de Antenor é inegável, justamente pelo histórico como vereador e sua atuação em movimentos sociais.

Dessa forma, ela ressalta que seu nome foi colocado para dizer que as mulheres também têm condições de fazer o debate e ocupar um papel de liderança no partido. “É importante que as mulheres votem e acreditem em mulheres. Até então, a política foi colocada como um fazer masculino, mas nós também podemos fazer política”, diz.

IDEIAS

Em uma eventual candidatura, a vereadora conta que a administração orçamentária será um dos principais pontos debatidos. Na sua opinião, é preciso levar essa discussão às comunidades para realizar um investimento mais adequado.

Ela também acredita que é preciso fortalecer a agricultura familiar e atender as regiões mais periféricas, garantindo ações na área de infraestrutura, por exemplo.

“Está evidenciado o caminho de como administrar: ouvindo mais a comunidade”, resume Terezinha, listando ainda ações culturais em bairros e investimentos na saúde.

TRABALHO

Apesar de não ser um problema resolvido exclusivamente pela administração municipal, a parlamentar afirma que é possível desenvolver políticas para melhorar a geração de emprego e renda.

“Na agricultura familiar, por exemplo, pode se pensar na agroindustrialização”, citando que isso gera mão de obra e fortalece o campo.

Terezinha também diz que é necessário estabelecer relações com as políticas estadual e nacional para incluir os trabalhadores nos orçamentos.

IMPACTO

Para as eleições deste ano, além das alterações na legislação - que proibiram a coligação na disputa para vereador, por exemplo - um ponto fora da curva pode ser o impacto da atípica eleição presidencial de 2018 no pleito municipal.

Em suma, pouco se sabe se os candidatos aos cargos de vereador e prefeito que acompanharem o discurso de Jair Bolsonaro terão o mesmo êxito eleitoral.

Para a vereadora, mesmo ainda não sendo possível cravar esses pontos, uma das certezas é que essa não será uma eleição como as outras.

“A população está vendo a retirada dos seus direitos sociais que o governo está promovendo, e isso pode significar uma votação em pessoas e em partidos que tenham uma visão mais social”, acredita a parlamentar.

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