Cotidiano

Primeiro prazo para destinar imposto de renda a projetos sociais termina este mês

As pessoas físicas podem doar 6% e as jurídicas 1%
Coordenadora Jéssica Zaluski (Foto: Redação)

Até o último dia útil de dezembro (29), pessoas físicas e jurídicas, que declaram seu imposto de renda, podem destinar parte do imposto devido para projetos sociais de Guarapuava. As pessoas físicas podem doar 6% e as jurídicas 1%. Caso percam o prazo, o imposto pode ser doado até o último dia útil de abril de 2018, com uma diferença para as pessoas físicas que só poderão destinar 3% do imposto.

A cidade possui dois fundos que estão regulamentados para receber essas doações: o Fundo Municipal para a Infância e Adolescência (FIA), com nove entidades registradas; e o Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (FMDI), com duas entidades. Para doar, as pessoas podem destinar o imposto para o fundo ou direcionar para uma instituição específica depositando na conta correspondente. O valor arrecadado pelos fundos municipais é distribuído igualmente entre as entidades.

Os projetos das instituições do FIA e as contas correspondentes para doação estão disponíveis aqui. Quem deseja doar para o FMDI pode ligar na Secretaria de Assistência Social de Guarapuava e pedir os dados da conta a ser depositada. O FIA existe há 27 anos e o FMDI começou em 2010.

Segundo a coordenadora administrativa do Instituto de Ação Social João Paulo II, Jéssica Joice Zaluski, o medo ainda é o fator que impede as pessoas de doarem. “As pessoas têm medo de fazer essa ação e não constar na Receita Federal, mas não tem erro. A instituição vai fazer a declaração que ela doou, vai pegar o comprovante de depósito, levar na Prefeitura e assim chegar na Receita”, comentou.

No ano passado, foram arrecadados R$ 800 mil. O valor total foi rateado entre todas as entidades. “Nós temos que divulgar bastante porque o valor poderia ser bem maior. Esse ano teve um valor baixo de doações”, disse a coordenadora. “É muito difícil manter uma instituição que atenda 300 crianças diariamente e as suas famílias. O que as entidades mais precisam é o valor para pagamento de funcionários”, completou.