Guarapuava, 14 de dezembro de 2019
Economia

O projeto de lei foi protocolado na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (12), e está em tramitação no Legislativo; texto prevê pagamento de duas parcelas de 2,47%, em setembro e dezembro deste ano

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O prefeito Cesar Silvestri Filho protocolou na Câmara de Vereadores de Guarapuava um projeto de lei para aplicar a recomposição salarial dos servidores públicos do município. A indicação do texto foi uma das propostas apresentadas ao funcionalismo em junho deste ano, quando uma greve foi deflagrada.

De acordo com o texto encaminhado nesta segunda-feira (12), profissionais dos quadros geral, da saúde e da educação, do grupo ocupacional técnico administrativo e da Fundação Proteger serão abrangidos pelo PL.

Em números gerais, o reajuste concedido será de 4,94%, referente à data-base deste ano, em duas parcelas de 2,47% pagas em setembro e dezembro, respectivamente, com valores retroagidos a maio. Funcionários que já receberam o reajuste no início do ano, em decorrência da aplicação do piso nacional, não serão beneficiados pela medida.

Ao CORREIO, através de nota, a secretária de Administração, Denise Abreu Turco, afirmou que a reposição salarial anual é um direito constitucional garantido aos funcionários, que também têm sua data-base garantida no estatuto dos servidores municipais.

“Será possível a implementação este ano do reajuste em duas parcelas, a partir da boa gestão dos recursos públicos e medidas de austeridade realizadas durante o ano”, completou em nota a titular da pasta.

O projeto de lei está em tramitação na Câmara e será avaliado pelos edis nas próximas semanas.

REIVINDICAÇÃO

Há dois meses, o funcionalismo guarapuavano entrou em greve reivindicando o pagamento da data-base deste ano, que não havia sido garantido pela administração municipal.

À época, a direção do Sindicato dos Servidores, Funcionários Públicos e Professores Municipais de Guarapuava (Sisppmug) participou de uma reunião na Prefeitura, e conseguiu abrir um canal de diálogo para buscar a proposta.

Além do reajuste, os trabalhadores também puderam repor os dias parados, evitando descontos na folha de pagamento.

Em contato com a reportagem, a presidente da entidade sindical, Cristiane Wainer, ressaltou que a reposição da greve foi feita sem prejuízos à remuneração da categoria. “Também serão pagas as progressões em setembro dos quadros da saúde, educação, geral e da Fundação Proteger”, afirmou.

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