Guarapuava, 09 de dezembro de 2019
Cotidiano

Essa é uma intervenção com viabilidade alta na “terra do lobo bravo”, e tem por objetivo estimular o uso da bicicleta, que é um meio de transporte ecologicamente correto, economicamente viável e fundamental para a melhoria do espaço urbano, segundo o documento

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Uma das propostas do Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) de Guarapuava é a expansão da rede cicloviária nos próximos 15 anos. Apesar do prazo longo, a ideia é que esse sistema seja desenvolvido em partes, com colocação de ciclofaixas e ciclovias em diversos pontos da cidade, através das rotas vermelha, laranja, amarela e marrom.

Essa é uma intervenção com viabilidade considerada alta, e tem por objetivo estimular o uso da bicicleta, que é um meio de transporte ecologicamente correto, economicamente viável e fundamental para a melhoria do espaço urbano, segundo o documento.

Em linhas gerais, a rota vermelha está localizada nos principais eixos de acesso ao município: as avenidas Manoel Ribas, Professor Pedro Carli, Prefeito Moacir Júlio Silvestri, Serafim Ribas e XV de Novembro.

Já a laranja busca atender a área central da cidade com um binário cicloviário entre as ruas Vicente Machado e Marechal Floriano Peixoto, fazendo a interligação dessas vias com a rua Professor Becker e a avenida Prefeito Moacir Júlio Silvestri. “Além disso, é proposta uma via compartilhada ao longo da rua XV de Novembro, entre as ruas Tiradentes e Brigadeiro Rocha”, é pontuado no plano.

Uma terceira rota da rede é a amarela, que tem como função interligar as vias que compõem a rota vermelha. Isso garante que a rede cicloviária seja acessível não somente na região central da cidade, mas também nos centros de bairro que estão previstos no zoneamento vigente.

Por fim, o plano determina a criação de uma rota marrom, voltadas aos trechos de rodovias como a BR 277, PR 170 e PR 466. Nesses espaços, a ideia é construir ciclovias totalmente isoladas da pista de tráfego.

DIAGNÓSTICO

Em uma avaliação da rede já existente na cidade, o plano aponta que apenas quatro trechos foram considerados bons: avenida Manoel Ribas, entre as ruas Francisco Pires da Rocha e Rocha Loures, e entre as ruas Professor Iank e Paraná; e a avenida Vereador Rubens Siqueira Ribas, entre as ruas Amálio Pinheiro e Salvatore Renna, e entre as travessas Luiza Casagrande e Engenheiro Antônio Rebouças.

Os piores trechos estão na rua XV de Novembro e nas avenidas Bento de Camargo Ribas e Moacir Júlio Silvestri, em pontos específicos. “Outros trechos com avaliação negativa são identificados na avenida Manoel Ribas, entre a rua Coronel Lustosa e rua Padre Chagas, e ao longo da ciclofaixa implantada na rua Aragão de Mattos Leão”, consta.

A mudança na infraestrutura cicloviária possui ações a serem desenvolvidas a curto, médio e longo prazo, com diferentes orçamentos para aplicação (Douglas Kuspiosz/Correio)

INVESTIMENTO

Pensada como uma ampla estrutura para a área urbana de Guarapuava, a mudança na infraestrutura cicloviária possui ações a serem desenvolvidas a curto, médio e longo prazo, com diferentes orçamentos para aplicação.

As alterações na ciclofaixa da avenida Manoel Ribas, entre a BR 277 e a rua XV de Novembro, por exemplo, terá custo médio de R$ 77 mil, com realização até 2024; o projeto de ciclofaixa unidirecional na rua Turíbio Gomes, entre a avenida Prefeito Júlio Silvestri e a PR 170, tem custo previsto de R$ 49,5 mil, com implantação até 2029.

Já a longo prazo, para 2034, uma das propostas de destaque é a colocação de uma ciclovia unidirecional na PR 170, entre a BR 277 e a rua Turíbio Gomes, com um orçamento de mais de R$ 900 mil.

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