Guarapuava, 19 de março de 2019
#curta!

Em ensaio inédito, o jornalista e escritor Ronaldo Bressane analisa os inovadores feitos linguísticos da escrita de João Antônio, que mesclou a linguagem das ruas com elementos literários para construir narrativas singulares

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A obra do escritor paulistano João Antônio (1937-1996), autor de livros como “Malaguetas, Perus e Bacanaço” (1963), “Abraçado ao Meu Rancor” (1986) e “Casa de Loucos” (1976), começa a ser reeditada em 2019. A volta do autor às prateleiras é o destaque da edição de março do jornal “Cândido”, que já está circulando.

Em ensaio inédito, o jornalista e escritor Ronaldo Bressane analisa os inovadores feitos linguísticos da escrita de João Antônio, que mesclou a linguagem das ruas com elementos literários para construir narrativas singulares.

O autor, que transitou entre São Paulo e Rio de Janeiro, também deixou sua marca na imprensa ao escrever reportagens permeadas de recursos ficcionais, o que também é resgatado por Bressane.

A equipe do “Cândido” também preparou comentários sobre alguns dos principais livros de João Antônio, de ficção e não ficção.

TEMAS

Os eventos literários de Curitiba também ganham destaque nas páginas do “Cândido” de março. O jornalista Jonatan Silva reuniu em uma reportagem o que de mais interessante vai acontecer em termos de literatura na capital paranaense em 2019 — publicações, bate-papos, cursos, etc.

Na coluna Pensata, Miguel Sanches Neto debate questões caras ao romance histórico, gênero que tem ganhado espaço, mas que ainda sofre com recepções equivocadas.

No artigo “Divergência como Mote”, o poeta Ademir Assunção põe em discussão a poesia brasileira contemporânea, apontando algumas vozes da lírica atual, em contraponto aos nomes destacados por José Castello em ensaio publicado no Cândido de janeiro.

A edição de março ainda traz uma instigante entrevista com o escritor cubano Leonardo Padura, que caiu nas graças do público brasileiro com o romance “O homem que Amava os Cachorros” (2009).

O quadrinista Caco Galhardo, que em abril lança uma nova coletânea de tiras dos seus personagens mais famosos, aparece com uma breve HQ. E entre os inéditos, o “Cândido” publica poemas de Fabrício Marques e Celeste Ribeiro de Sousa, além de fragmento do primeiro romance do catarinense Marcelo Labes e um conto de Jacques Fux.

ENTENDA

O “Cândido” é mensal e distribuído gratuitamente na Biblioteca Pública do Paraná e em diversos pontos de cultura de Curitiba. O jornal também circula em todas as bibliotecas públicas e escolas de ensino médio do Estado. É enviado, pelo correio, para assinantes a diversas partes do Brasil.

Todo o conteúdo do jornal pode ser acessado gratuitamente na internet (http://www.candido.bpp.pr.gov.br/).

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