Esporte

Novo executivo quer transformar o Batel em empresa

Envolvido com o tradicional clube guarapuavano desde o início de 2018, o empresário carioca Bernardo Feler assumiu nesta semana a diretoria executiva do rubro-negro. Ele tem planos de transformar a agremiação em um ‘barco gigante’
O empresário Bernardo Feler (Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

Mudanças na Associação Atlética Batel (AA Batel). O tradicional clube guarapuavano de futebol agora tem um novo diretor executivo: Bernardo Feler (68 anos). Com dez anos de experiência no meio esportivo, Feler é um empresário carioca que mora há mais de 30 anos nos Estados Unidos.

Ele trabalha com mineração e gerencia jogadores de futebol, tendo inclusive cedido atletas para o Batel nos últimos anos. Desde o início de 2018, Feler vinha colaborando com a diretoria batelina, até que ele assumiu o time Sub-19 e, nesta semana, foi oficializado nos cargos de diretor executivo e diretor de futebol e esportes.

Mais do que isso, o novo cartola é o principal investidor do rubro-negro da Baixada. “Estou investindo com prazer”, diz, em entrevista exclusiva ao CORREIO. Nesse sentido, Feler afirma que ele é “uma pessoa só” e tem limites, sendo fundamental que a cidade abrace o clube: patrocinadores, empresários e, principalmente, os torcedores.

Reconhecendo que é um visionário, o investidor tem planos para o Sub-19 do Batel, que disputa atualmente o Paranaense da categoria; e para o time profissional. No caso dos “Meninos da Baixada”, Feler quer que eles conquistem espaço, com possibilidade de jogar a famosa Copa São Paulo de Futebol Junior em 2019.

Já o time principal, o sonho é maior. “Formar uma boa equipe pra disputar a Segunda Divisão e, se Deus quiser, subir para a Primeira. Eu tenho quase certeza que isso vai acontecer”.

Mesmo sendo botafoguense, Feler confessa que se apaixonou pela cor rubro-negra do clube guarapuavano. “Eu gostaria de transformar o Batel num ‘barco gigante’”, referindo-se ao significado da palavra “batel”: um pequeno barco.

COMPRA

Antes da oficialização de Bernardo Feler como novo integrante da diretoria, circularam boatos em Guarapuava de que algum empresário tinha interesse em comprar o Batel, incluindo a marca e o Estádio Waldomiro Gelinski.

Ao CORREIO, Feler confessa que tem interesse em transformar o rubro-negro em uma empresa. Claro, caso ele tenha a oportunidade para isso.

Aliás, o empresário carioca pode ser considerado hoje o “homem que dá as cartas” no clube. Afinal, ele responde pelas contratações e montagem do time. Mas ele avisa que respeita a hierarquia, pois existe um presidente no Batel.

ESTÁDIO

O planejamento de Bernardo Feler inclui uma reforma geral do velho Waldomiro Gelinski (WG), com pintura de todo o estádio e tratamento dos vestiários. Inclusive, com a criação do nome “Toca do Lobo” para se referir ao espaço onde fica o campo de futebol batelino.

“Eu tenho conversado com o senhor Alfredo Gelinski e ele tem me dado toda a atenção. Eu tenho certeza de que a gente vai conseguir fazer alguma coisa em prol do Batel”, diz Feler, afirmando que Gelinski o tem apoiado.

Além do WG, o empresário foca também na marca batelina. Ele afirma que a sua equipe pretende abrir uma loja de produtos oficiais e um escritório no Shopping Maria Antonia.

RECEIO

O torcedor sempre fica receoso quando surgem notícias de mudanças na gestão de seu clube do coração. Na maioria das vezes, esse tipo de novidade naufraga.

No caso do Batel, o novo diretor executivo afirma que a sua experiência de 40 anos no ramo dos negócios pode ser aplicada na “empresa” batelina. “Eu vou tentar mostrar a todos quem sou”, admitindo que é um “pouco sonhador”, mas que conta com o apoio dos guarapuavanos. “Fui muito bem recebido pelo povo daqui”.

SITUAÇÃO

Em maio deste ano, os problemas financeiros do Batel vieram à tona: contas de água e luz vencidas, salários de jogadores atrasados, entre outros.

Segundo Feler, ainda existem pendências para serem resolvidas, principalmente com jogadores que ficaram sem receber. Nesse sentido, o empresário avalia que houve “erros humanos”, como, por exemplo, a assinatura de contratos até o final do ano. “Os jogadores trabalharam até maio. Dali em diante, pra mim o contrato acabou”.

Mas, no momento, o diretor executivo garantiu que contas foram pagas e citações de julgamentos também foram sanadas. “O Batel não tem dívida nenhuma em relação à Federação”, destacando que as demais pendências serão revolvidas em curto prazo.