Guarapuava, 19 de agosto de 2019
#curta!

Na semana em que se comemoram os 50 anos da chegada do homem à Lua, o CORREIO relembra filmes, canções e personagens da TV que marcaram época pelo fascínio ao famoso satélite natural da Terra

-

A semana é especial em todo o mundo. Comemoram-se os 50 anos da chegada do homem à Lua.

Em 20 de julho de 1969, um quarto da humanidade acompanhou, ao vivo, pela TV e pelo rádio, o comandante da missão Apollo 11 descer as escadas do módulo lunar. Neil Armstrong entrou para a história ao declarar: “Esse é um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade”.

Desde sempre, a Lua exerce fascínio e influência entre os povos de qualquer cultura. Afinal, basta olhar para o alto, à noite, para ver todo o esplendor de seu brilho - claro que depende de condições climáticas e do ciclo lunar.

Não à toa, o homem sempre teve o interesse em viajar pelo espaço para pousar na Lua. Principalmente na ficção científica, gênero que abarca as mais espetaculares e absurdas possibilidades na literatura, no cinema ou nos quadrinhos. Claro que a viagem pelo espaço sideral é um desses caminhos cogitados.

No início do século 20, o ilusionista Georges Méliès produziu o curta-metragem “Viagem à Lua” (1902). Muito popular à sua época, nos primórdios da Sétima Arte, esse filminho é considerado o primeiro do gênero de ficção científica na telona. Sem contar o pioneirismo nos efeitos especiais daquele momento, com destaque para o pouso da nave espacial no olho do “Homem da Lua”.

Além de assistir aos filmes de Méliès, uma boa introdução a seu universo cinematográfico é o longa-metragem “A invenção de Hugo Cabret” (2011), de Martin Scorsese.

Em 2018, o diretor Damien Chazelle apresentou a história do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) em “O primeiro homem”. Como o título entrega, esse protagonista foi o primeiro homem a pisar em solo lunar, há 50 anos. Mas o que importa mesmo na versão cinematográfica é o conflito interior do personagem, um cara caladão e atormentado pela morte precoce de um dos filhos.

Despido de sensacionalismo e patriotismo, o longa não agradou aos americanos.

“Man On The Moon” faz referência ao incompreendido comediante Andy Kaufman (Foto: Reprodução)

MÚSICA

No terreno da música, a Lua costuma ser um tema recorrente em canções. Basta ver bandas como o Pink Floyd, que teorizou sobre esse satélite natural da Terra no disco “The Dark Side of the Moon” (o “lado sombrio da lua”, em tradução livre), em 1973.

Ou mesmo o REM, cuja composição “Man On The Moon” faz referência ao incompreendido comediante Andy Kaufman.

No Brasil, os compositores Cassiano e Paulo Zdanowski fizeram a bela balada “A Lua e Eu” em 1976. Sua letra gira em torno da passagem do tempo e a ausência.

A canção original é de Cassiano, um dos nomes mais importantes do soul feito no país. Mas existem outras versões desse material. Uma delas é cantada por Léo Jaime, um dos ícones do rock and roll produzido pela geração dos anos de 1980. Vale a pena ser ouvida.

Falando nisso, a banda Biquini Cavadão legou “No mundo da Lua”, uma das faixas do disco “Cidades em Torrente” (1986). É uma letra que cita a chegada dos astronautas à Lua para falar sobre escapismo juvenil. O refrão é impagável: “Não quero mais ouvir a minha mãe reclamar/Quando eu entrar no banheiro/Ligar o chuveiro, mas não me molhar”.

Em "Pedra sobre Pedra", Sérgio Cabeleira (Osmar Prado) é atormentado pela Lua (Foto: Reprodução)

TELEVISÃO

Obviamente que as telenovelas brasileiras também exploraram o fascínio pela Lua. Mas, diferentemente dos filmes ou séries, a abordagem deixou de lado a ficção científica para investir no sobrenatural e congêneres.

No quesito dramaturgia televisiva, as novelas da TV Globo marcaram época em diferentes gerações. Uma delas foi “Pedra sobre Pedra” (1992). Quem não se lembra de Sérgio Cabeleira (Osmar Prado)? Este personagem ficou completamente careca após um eclipse da Lua.

No entanto, isso não é o pior. Sensível aos efeitos da Lua Cheia, Cabeleira sofre de um mal que o leva a ser trancafiado mensalmente pela irmã, Lola (Tânia Alves), numa jaula. É o dono do bar e da mercearia de Resplendor, sendo tratado por Suzana (Isadora Ribeiro).

No ano seguinte, a Globo lançou um remake de “Mulheres de Areia” (produção original de 1973). O ator Marcos Frota deu vida a Tonho da Lua, um artesão que nutria amor platônico por Ruth, mas odiava a irmão gêmea dela, Raquel. O apelido do rapaz é somente uma força de expressão, do tipo “o cara vive no mundo da Lua”.

Veja Também