Agricultura

Mapa confirma retirada da vacina contra febre aftosa no Paraná em 2019

Desta forma, o Paraná irá deixar o Bloco V, junto com o Rio Grande do Sul, Santa Catarina (que já é área livre de febre aftosa sem vacinação), Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, para integrar o Bloco I, com Acre, Rondônia e partes de Amazonas, do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (Pnefa)
(Foto: Ilustrativa/EBC)

A solicitação da Faep, pecuaristas e entidades do agronegócio estadual para antecipar a retirada da vacina contra a febre aftosa no Paraná, encaminhada pela governadora Cida Borghetti ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foi atendida. O Ministério confirmou a autorização para que a última campanha de vacinação ocorra em maio de 2019. Desta forma, o Paraná irá deixar o Bloco V, junto com o Rio Grande do Sul, Santa Catarina (que já é área livre de febre aftosa sem vacinação), Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, para integrar o Bloco I, com Acre, Rondônia e partes de Amazonas, do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (Pnefa).

Na prática, a medida reforça o trabalho para que o Paraná obtenha o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2021. A partir de então, novos mercados que pagam mais pela qualidade da carne paranaense, tanto bovina, como suína e de aves, irão abrir as portas, beneficiando todos os elos da cadeia produtiva.

“Essa é uma medida muito importante, que já estávamos aguardando. A decisão do Mapa vem coroar o sistema sanitário estadual de excelência que foi construído nos últimos anos pela Adapar [Agência de Defesa Agropecuária do Paraná]. Vamos continuar trabalhando, sem medir esforços, até obter o reconhecimento pela OIE”, destaca o presidente da Faep, Ágide Meneguette.

TRABALHO

O trabalho para obter o reconhecimento da OIE já dura quatro décadas, com envolvimento de diversas entidades do agronegócio estadual, liderado pela Faep. A explicação está no fato, que o novo status serve como cartão de visita do Estado perante o mundo e agrega valor a todo o sistema produtivo agropecuário, pois ficará provado que possui um sistema de defesa sanidade de robusto, eficaz e de excelência.

Auditorias recentes realizadas pelo Mapa comprovaram que o serviço sanitário paranaense é um dos melhores do Brasil, com pontuação acima da necessária em diversos quesitos. Esse nível contou com o trabalho do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (Fundepec), que contribuiu diretamente com, por exemplo, a construção alguns postos para completar a estrutura de fiscalização interestadual.