Segurança

Justiça aceita denúncia contra Manvailer, acusado de matar Tatiane Spitzner

A decisão foi da juíza Paola Gonçalves Mancini, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, na tarde desta quarta-feira (8 de agosto). Com isso, Luis Felipe Manvailer passa a ser réu
(Foto: Reprodução/Ilustrativa)

A juíza Paola Gonçalves Mancini, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, aceitou a denúncia contra Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a sua esposa, a advogada Tatiane Spitzner. Com a decisão, ele passa a responder ao processo como réu.

A denúncia acusa o suspeito dos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e fraude processual.

Na última sexta-feira (3 de agosto) a Polícia Civil divulgou as imagens das câmeras de segurança do prédio onde o casal morava. Nelas, Manvailer agride Tatiane várias vezes minutos antes da morte da advogada.

A defesa do suspeito se manifestou através de nota, e afirmou que permanece aguardando o resultado dos exames periciais no corpo da vítima, no apartamento do casal, nas câmeras de segurança, nos smartphones, computadores e HDs apreendidos, e na realização de reprodução simulada dos fatos com a presença do acusado.

Os advogados de defesa ainda afirmam que qualquer posicionamento sobre o caso neste momento “estará tratando de hipótese especulativas, baseadas em fragmentos que destoam de comprovação técnica científica”.

CRIME

Segundo as investigações do Ministério Público do Paraná, no dia 22 de julho, após uma discussão quando retornavam de uma casa noturna, o denunciado passou a agredir a vítima, tendo, ao final das discussões, lançado-a da sacada do apartamento onde residiam, no 4º andar. Consta na denúncia que, durante as agressões, o acusado “produziu lesões compatíveis com esganadura (…) praticando tal delito mediante asfixia”.

O Ministério Público também requereu que seja mantida a prisão preventiva do denunciado. Ele está preso desde o dia 22 de julho, quando foi detido ao tentar fugir do país após cometer o crime, tendo sido encontrado em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava.

TRANSFERÊNCIA

A defesa de Manvailer solicitou que ele seja transferido com urgência para o Complexo Médico-Penal (CMP) de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ainda não há definição sobre o pedido.

O mesmo pedido já havia sido feito no dia 24 de julho. Porém, naquela ocasião, o delegado Bruno Miranda Maciozek determinou que a presença de Manvailer ainda era importante para as investigações.

*****Texto alterado às 17h10 do dia 8/8/2018 para acréscimo de informações