Guarapuava, 22 de setembro de 2019
Cotidiano

Neste sábado (6 julho), completam-se três meses do acidente de Júlia Cristina, que afetou drasticamente a rotina da família; em um impressionante processo de recuperação, a jovem está ‘feliz e saudável’, diz o pai

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Luciano Gago é enfático ao dizer que tem muito a agradecer pelo apoio que recebeu nos últimos meses. Isso porque, sua filha, Júlia Cristina (18 anos), sofreu um grave acidente na madrugada do dia 6 de abril, o que mudou completamente a rotina de sua família.

Passados três meses, completados neste sábado (6 julho), o empresário afirma que Júlia retomou suas atividades acadêmicas e está feliz e saudável. Apesar da amputação de uma perna, a jovem está olhando para o futuro, garante o pai.

“Nos abalou profundamente. A simples impressão de que você vai enterrar um filho é terrível”, diz Gago, acrescentando que precisa agradecer à equipe do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, onde sua filha ficou internada. “Tem uma UTI [Unidade de Terapia Intensiva] que é padrão privado, com profissionais de ponta. É incrível”, ressalta.

Para ele, Júlia ser jovem e saudável, aliado ao fato de a colisão não ter ocorrido em um local distante e o socorro ter sido relativamente rápido, foram fatores que contribuíram para sua sobrevivência. “Teve quatro dias em coma. Nove dias com risco de morte”, conta.

Agora, Gago diz ter plena convicção de que ela terá uma total independência nos próximos meses, já que está recuperada e em um processo de adaptação para o uso de próteses.

“Ela mesma só fala em futuro, não tem ressentimento”, relata, acrescentando que a jovem possui uma “cabeça muito boa”.

ACIDENTE

Júlia e o namorado sofreram um acidente na BR 101, enquanto saiam de Curitiba em direção ao litoral de Santa Catarina. A colisão ocorreu após uma manobra brusca de um caminhão, que avançou na pista. Para evitar a batida, o condutor fez uma conversão à direita, batendo em um ônibus.

“Foi muito terrível. Foi uma coisa lastimável”, diz Luciano, relatando que as lesões mais graves foram nos membros inferiores da jovem. “Minha filha está viva, e eu sei que Deus não nos desampara”, completa.

ROTINA

Atualmente, Júlia, que segue na capital paranaense, depende de auxílio para suas atividades diárias. Mas, aos poucos, a tendência é que a família retome sua rotina na “terra do lobo bravo”. “Temos expectativas que logo ela estará na melhor condição de saúde possível”,

Entretanto, é natural que aos poucos a família retome suas atividades profissionais e políticas, sem necessariamente participar do processo eleitoral do próximo ano. “A política é parte do ar que respiramos”, completa.

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