Guarapuava, 20 de abril de 2019
Agricultura

Para o presidente do Sindicato Rural, o ano passado foi atípico, com temperaturas acima da média e períodos de estiagem, mas as perdas serão maiores em outras regiões do Paraná

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Com a safra de verão caminhando para sua fase final, os resultados já começam a ser mensurados.

E, na avaliação de Rodolpho Botelho, presidente do Sindicato Rural, a quebra na região de Guarapuava não será tão grande quanto à de outras regiões, caso do Oeste e Sudoeste do Paraná.

Na “terra do lobo bravo”, apesar de o ano passado ter sido atípico, com os termômetros registrando valores acima da média e com grandes períodos de estiagem, a perda será menor devido ao clima de altitude que o município possui.

“Nossa temperatura noturna é mais fria, e a nossa evapotranspiração é mais baixa. Com isso, a gente perde menos umidade”, apontou Botelho, ressaltando que o solo da região também possui uma boa quantidade de material orgânico e que o produtor vem fazendo um bom trabalho de cobertura.

Em relação aos preços, a tendência é que a guerra comercial entre Estados Unidos e China prejudique o mercado de milho e de soja. “Não vai ser uma safra e um preço cheio, então a recomendação é que o produtor tenha cuidado com os custos de produção e com seu planejamento”, orientou o presidente.

Neste mês de abril, ainda deve faltar entre 15% e 20% de colheita para essas duas culturas.

FEIJÃO

Botelho ressaltou que o mercado de feijão está muito instável nesse momento. Como é uma cultura de ciclo curto e altamente nacional, com pouca demanda de exportação, a tendência é que os preços permaneçam em oscilação.

O presidente do Sindicato Rural de Guarapuava
Na avaliação de Rodolpho Botelho, presidente do Sindicato Rural, a quebra na região de Guarapuava não será tão grande quanto à de outras regiões (Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

INVERNO

Na expectativa para as culturas de inverno, Botelho ressalta que a área de plantio de trigo não deve ter um aumento significativo; no caso da cevada, pode-se expandir “um pouco”. Mas, de modo geral, a produção deve ser semelhante à do ano passado.

“Estamos em um momento de oscilação de preços. Fertilizantes subiram bastante, e o produtor precisa planejar a sua safra, colocar na ponta do lápis”, alertou Rodolpho, acrescentando que o sindicato está à disposição da comunidade para prestar orientações.

BRASIL

De acordo com números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no período 2018/2019 a produção de grãos no país deve alcançar 235,3 milhões de toneladas. Soja, milho, arroz e algodão aparecem como as principais culturas produzidas, representando 94,5% da safra.

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