Guarapuava, 20 de setembro de 2019
#curta!

As programações do sábado (13) prometem matar um pouco da saudade do rock clássico, agitando os palcos da famosa 'terra do lobo bravo'

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O Dia Mundial do Rock é celebrado neste sábado (13), quase que exclusivamente no Brasil, único país que leva a sério essa data criada nos anos de 1980.

A “terra do lobo bravo” não fica atrás, e inclui na agenda alguns eventos que valorizam o bom e velho rock n’ roll.

O primeiro deles é o Festival de Cervejas de Inverno (Fecin), que está em sua terceira edição. Neste ano, além da diversidade nas marcas de cervejas artesanais, o evento busca dar destaque também à gastronomia local.

Na programação, estão inclusos diversos grupos do estilo, que dão início às apresentações a partir das 15h deste sábado. Dentre as bandas, destacam-se Feeling folks and Rednecks, Banda General Lee, Famigerados, Fábio Elias (da Relespública) com o novo projeto Clã Destino que prepara um tributo ao Ira, e várias outras.

O evento tem entrada gratuita até as 22h, e vai ser realizado no Vittace Centro de Exposições e Eventos, das 15h às 2h.

O evento busca dar destaque às tradições de cerveja, música e gastronomia da região.
(Foto: Fecin Eventos)

Outra atração é a apresentação de Alex Ferrera, a partir das 22h, no London Pub. No set list, diversos clássicos do rock estarão presentes, clássicos estes que marcaram época, tanto nacional quanto internacionalmente. 

Bandas como Pink Floyd, Legião Urbana, Queen e diversos outros nomes serão trazidos ao palco do bar em formato eletro-acústico. O ingresso custa R$ 20. 

Foto: Divulgação / London Pub

UM POUCO MAIS SOBRE ROCK    

O estilo teve maior ascensão na segunda metade do século 20, e além de romper com diversos padrões vigentes naquela época, conseguiu ainda influenciar no comportamento social da juventude.

A principal raiz do estilo é o Rhythm and Blues, conhecido como R&B, e era destinada ao público afro-americano. Dele, o rock tirou inspirações nas letras e estilos.

Desde os anos 40, nomes como Ike Turner e Fats Domino trouxeram vestígios do rock que começava a surgir. Nesse período, os artistas faziam uso da música no intuito de criticar os regimes de segregação racial.

A mistura de estilos começou a aparecer logo no início do século 20, onde Elvis Presley, Jhonny Cash e alguns outros representantes já criavam uma música influenciada pelo country e pelo blues.

Entretanto, o boom do rock deu-se a partir de 1960, ano decisivo para a consolidação de diversos nomes de destaque do gênero. Traços do folk já eram trabalhados nas músicas de Bob Dylan, além da popularidade que o chamado rock psicodélico ganhou com o passar dos anos, trabalhado por The Beatles, Jimi Hendrix, The Doors e Pink Floyd.

No show que fez em Curitiba, em outubro do ano passado, Roger Waters, fundador da banda inglesa Pink Floyd, trouxe um repertório que demonstrou resistência e força, transmitindo isso através do rock.
Foto: Douglas Kuspiosz

A CHEGADA DO ROCK AO BRASIL

No Brasil, o rock foi trazido influenciado por aquilo que era estrangeiro. Ganhou força a partir dos anos 60, época da Jovem Guarda, onde nomes como Erasmo Carlos e Wanderleia se destacavam. 

Após isso, se deu origem a outro movimento: o Topicalismo. Esse movimento buscava ir contra ideias ultrapassadas, buscava combater a injustiça social e a imposição de estilos no país. Neste período, ganharam destaques nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes e outros artistas.

Entre os anos 80, 90 e início dos anos 2000, o rock nacional se reinventa, dando popularidade à cantores e bandas como Raul Seixas, Barão Vermelho, Titãs, Legião Urbana, Pitty, Charlie Brown Jr e diversos outros, que são lembrados até os dias atuais como marcas importantes para a história da música.

Além de contribuir para a construção identitária de muita gente, o rock trouxe legados e marcas que seguem sendo passadas de geração em geração. O estilo segue sendo reinventado, nunca deixando de lado os clássicos que contribuíram para a história do estilo musical.

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