Guarapuava, 19 de fevereiro de 2019
#curta!

Na semana em que se comemora o Dia do Quadrinho Nacional, o CORREIO termina a série de reportagens com uma seleção de sete quadrinistas brasileiros para recomendar ao leitor interessado em HQs produzidas no país

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A semana foi especial para as HQs brasileiras. Afinal, na última quarta-feira (30 janeiro) comemorou-se o Dia do Quadrinho Nacional.

A data foi criada nos anos de 1980, graças à mobilização da Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP), para homenagear um marco: “As aventuras de Nhô Quim, ou impressões de uma viagem à Corte”, de Angelo Agostini (1843-1910). Esta foi a primeira série em quadrinhos criada no Brasil, com seu capítulo inaugural publicado em 30 de janeiro de 1869.

Aproveitando a efeméride, o CORREIO selecionou sete quadrinistas brasileiros para indicar aos leitores interessados em conhecer um pouco mais da produção brasileira na Nona Arte.

BEYRUTH

Não é de hoje que Danilo Beyruth tem se destacado no mercado nacional, em edições publicadas por importantes editoras; e também no cenário internacional.

Tanto no roteiro quanto no desenho, Beyruth produziu obras marcantes no quadrinho nacional: “Astronauta” (quatro volumes), uma releitura dos quadrinhos de Mauricio de Sousa para o selo Graphic MSP; o universo nordestino em “Bando de Dois” (2010); e recentemente “Samurai Shirô” (2018).

Versão do Astronauta feita por Beyruth (Foto: Reprodução)

SHIKO

Dotado de um radicalismo de temas e narrativa, Shiko já participou de projetos como o selo Graphic MSP (na versão adulta de um personagem de Mauricio de Sousa em “Piteco – Ingá”) e obras-primas como “O azul indiferente do céu” (2013) e “Lavagem” (2015). Independentemente do gibi, esse quadrinista nunca abriu mão de sua visão de mundo, tanto no roteiro quanto no desenho.

'Lavagem' é uma verdadeira obra-prima de Shiko (Foto: Reprodução)

QUINTANILHA

Reconhecido internacionalmente, o niteroiense Marcello Quintanilha já ganhou os prêmios Angoulême e Rudolph Dirks por “Tungstênio” (2014); e o nacional Jabuti por “Hinário Nacional” (2016).

Com uma narrativa fragmentada e cheia de camadas de leituras, Quintanilha estabeleceu seu nome no moderno quadrinho brasileiro. Recentemente, o autor lançou “Luzes de Niterói” (2018), um mergulho na cidade onde nasceu e cresceu, Niterói.

Com 'Tungstênio', Quintanilha ganhou vários prêmios (Foto: Reprodução)

CRUZ

O desenhista Roger Cruz integrou uma das gerações de brasileiros que desbravaram o mercado norte-americano de quadrinhos na segunda metade do século 20.

Após passar por revistas de famosos super-heróis, Roger hoje se dedica a projetos pessoais, como a trilogia “Xampu” (roteiro/desenhos), que nasceu em 1997. Ele também já colaborou com o Graphic MSP na edição “Turma da Mata – Muralha” (2015), fazendo a arte – com roteiro de Artur Fujita e cores de Davi Calil.

A trilogia 'Xampu' é o projeto mais pessoal de Roger Cruz (Foto: Reprodução)

DANTON

O mundo dos quadrinhos nacionais não é feito somente de desenhistas. Há também os roteiristas, como é o caso de Gian Danton.

Ele escreve roteiros de quadrinhos desde 1989, quando publicou a história ‘Floresta Negra’ na revista “Calafrio”, em parceria com Bené Nascimento (atual Joe Bennett). Desde então participou de diversos projetos, entre eles a premiada graphic “Manticore”. Danton também é pesquisador da Nona Arte, tendo publicado livros sobre a técnica do roteiro. Sem contar que é um dos criadores do herói paranaense O Gralha.

Gian Danton é um dos criadores de O Gralha, herói paranaense (Foto: Reprodução)

BIANCA

A lista não poderia deixar de fora uma representante do sexo feminino. Mas ela não está aqui pra “cumprir cota”, mas sim pelo seu talento. Radicada em Curitiba, Bianca Pinheiro se destacou pelas criações de “Bear” e “Dora”.

Um dos gibis que a projetou nacionalmente é “Mônica – Força” (2016), lançado dentro do selo MSP.

Bianca Pinheiro ganhou projeção nacional com a sua versão da Mônica (Foto: Reprodução)

AGUIAR

Fechando o “Gibi de Sete Faces”, numa referência drummondiana, um representante com sotaque curitibano. Trata-se de José Aguiar, outro que fez parte da gênese de O Gralha em 1997.

Ele já publicou nas tradicionais tiras de jornal e livros, com destaque para obras como a graphic novel “Coisas de adornar paredes”; a webcomics “A infância do Brasil”; e o novíssimo “Malu: Pequena, Comum e Extraordinária”, uma compilação de 18 anos da personagem que dá título à HQ.

José Aguiar e uma de suas personagens mais conhecidas (Foto: Reprodução)

 

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