Guarapuava, 21 de fevereiro de 2020
#curta!

Na virada de domingo (9) para esta segunda-feira (10), a maior festa do cinema ocidental reconheceu a importância de “Parasita”, premiando este longa-metragem sul-coreano em quatro categorias: filme, diretor (Bong Joon-ho), roteiro original e filme internacional

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De vez em quando, Hollywood surpreende. Pela primeira vez na história do Oscar, um filme de língua estrangeira, exibido nos Estados Unidos com legendas, levou a estatueta na categoria mais importante.

Na virada de domingo (9) para esta segunda-feira (10), a maior festa do cinema ocidental reconheceu a importância de “Parasita”, premiando este longa-metragem sul-coreano em quatro categorias: filme, diretor (Bong Joon-ho), roteiro original e filme internacional. A película havia sido indicada em seis categorias.

Nenhum filme estrangeiro jamais havia conquistado a premiação máxima nos 91 anos da academia de cinema.

“Parasita” é uma comédia sarcástica sobre uma pobre família que reside em Seul, na Coreia do Sul, e que alcança um status de classe média alta. Dirigido por Bong Joon-ho, o filme foi aclamado por ilustrar a divisão social existente na Coreia.

A película também conquistou premiações de melhor roteiro original e de melhor filme estrangeiro.

Enquanto isso, Kazu Hiro, nascido no Japão, ganhou seu segundo Oscar na categoria maquiagem e cabelo, por seu trabalho em Bombshell. O filme aborda casos de abuso sexual na emissora de TV Fox News.

O primeiro Oscar da 92.ª edição dos prémios da Academia de Hollywood foi entregue a Brad Pitt como melhor ator secundário, pelo desempenho em “Era Uma Vez em... Hollywood”, de Quentin Tarantino.

O ator Tom Hanks, pelo desempenho em “Um Amigo Extraordinário”, Anthony Hopkins, em “Dois Papas”, Al Pacino, em “O Irlandês”, e Joe Pesci, em “O Irlandês”, eram os outros quatro candidatos.

COMO FOI

A entrega do Oscar de melhor ator secundário abriu a cerimônia de celebração da indústria cinematográfica norte-americana, em Los Angeles, uma solenidade de novo sem apresentador e com “Coringa”, de Todd Phillips, reunindo onze indicações, o maior número da noite, entre as quais as de melhor filme, melhor realizador e melhor trilha sonora.

“Coringa” foi seguido de perto por “O Irlandês”, de Martins Scorsese, “Era uma Vez... em Hollywood”, Quentin Tarantino, e “1917”, de Sam Mendes, com dez indicações cada, entre as quais, as categorias de melhor filme e melhor realização.

A produção brasileira “Democracia em vertigem” não venceu na categoria documentário. O ganhador neste quesito foi “Indústria americana”, de Julia Reichert e Steven Bognar.

A 92ª edição do Oscar foi realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, na Califórnia.

NETFLIX

O grande derrotado da noite foi a produção original da Netflix “O Irlandês”, que não levou prêmio algum. Uma pena, pois se trata de verdadeira obra-prima dirigida por Martin Scorsese e estrelada por Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci. É um épico sobre a trajetória de um matador a serviço da máfia.

Por tabela, a Netflix também amargou revés, pois esse famoso serviço de streaming conseguiu apenas o Oscar de atriz coadjuvante para Laura Dern em “História de um casamento”, drama original do canal.

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