Cultura

Evento inédito em Guarapuava deve reunir mais de 50 bateristas no Parque do Lago

Com expectativa de cerca de 50 bateristas, o Baterasso está programado para o próximo dia 18 (domingo), no Parque do Lago. O evento surgiu em Guarapuava para dar protagonismo aos músicos das baquetas
Três dos seis integrantes da organização do Baterasso (Foto: Redação/Correio)

Mais de 50 pares de baquetas vão sacudir o Parque do Lago, em Guarapuava. Em uníssono, dezenas de bateristas do município (de variados estilos musicais) assumem o protagonismo do show, abandonando aquele “fundão” solitário do palco.

Inédito em Guarapuava, a primeira edição do Baterasso deve reunir mais de 50 músicos desse instrumento no próximo dia 18 de fevereiro (domingo), a partir de 17h, em espaço vizinho à Feira do Lago. “Para essas 50 pessoas, a gente pensou em fileiras de dez na rua e três bateristas no palco, que vão seguir de referência para esses 50 bateristas”, diz o produtor Alessandro Küster, um dos organizadores do evento.

O Baterasso prevê a participação de 50 bateristas, fazendo um barulho considerável, no bom sentido. Mas não há limite de inscrições; somente para o número de camisetas, cuja distribuição gratuita será limitada às cinco dezenas de participantes.

Alessandro acrescenta que uma banda de apoio (com outros instrumentos) vai participar em cima do palco, dando suporte para os 53 “baqueteiros” (isso caso não haja mais inscrições).

Claro que o evento é exclusivo para a performance musical da bateria, um instrumento que costuma ficar no fundo do palco, quando uma banda se apresenta. “A gente vai tirar a bateria do ‘fundão’ e colocar lá na frente dos outros músicos, acompanhado de vários bateristas”, explica Gláucio Kaminski, que também faz parte da comissão organizadora do evento.

Nesse sentido, Alessandro destaca que o baterista costuma ficar escondido, mas é ele que dá o ritmo. “É o motor de uma apresentação”.

Para o organizador Jefersom Paulo, o Pelé, o baterista é um verdadeiro “operário” de uma banda: chega antes, monta o instrumento, toca, carrega mais coisas e sai por último. “No Baterasso, as baterias serão colocadas onde o vocalista costuma ficar e a banda de apoio ficará nas laterais”.

Alessandro, Gláucio e Pelé em entrevista ao CORREIO (Redação)

BATERAS

Segundo o produtor, um dos propósitos do Baterasso é se pautar pela democracia, misturando músicos amadores, profissionais e até mesmo iniciantes na arte da bateria. Inclusive, uma das características do evento é a aproximação de bateristas que nem sabiam da existência um do outro.

Alessandro conta que uma das formas de ligar os músicos é um grupo criado numa rede social. Nesse local virtual, estão cadastrados 89 bateristas de Guarapuava. “Mas eu acredito que tem muito mais na cidade”, diz o produtor.

Não por sinal, a organização quer tornar o Baterasso um evento anual, superando o número de participantes a cada edição. “Guarapuava não é uma cidade tão grande, porém tem bateristas que a gente nunca trocou uma ideia”, complementa Gláucio, frisando que o evento surgiu para reunir todos os bateristas num só lugar e tocar junto.

REPERTÓRIO

No dia da apresentação, os mais de 50 bateristas vão tocar seis músicas ao longo de pouco mais de uma hora. “Nos intervalos de cada música, teremos sorteios de brindes e outras coisas, privilegiando a interação entre público e bateristas”, diz Pelé.

O show contará com canções ecléticas e com arranjos simples de execução, como é o caso do material de bandas nacionais como Paralamas do Sucesso e O Rappa.

Inclusive, os bateristas que se inscreveram até aqui têm gosto musical diversificado. “O que importa pra eles é tocar”, aponta Alessandro.

Detalhe do prato de uma bateria. Intenção é dar protagonismo ao instrumento

ORIGENS

Gláucio Kaminski conta que a ideia do Baterasso em Guarapuava surgiu a partir de pesquisa na internet. Ele viu eventos semelhantes em outras cidades, como é o caso de Florianópolis (SC).

Assim, um ano e meio atrás, Gláucio se reuniu pela primeira vez com os irmãos Pelé e Samuca para falar sobre o projeto. A partir desse encontro, as ideias foram postas no papel; mas a proposta ficou na “gaveta”.

O Baterasso só se tornou realidade um tempo depois, com mais gente envolvida na organização, totalizando seis pessoas (todos bateristas): Alessandro Küster, Gláucio Kaminski, Dietmar Nahuy, Jefersom Pelé, Mateus Schran e Samuel da Silva Pinto, o Samuca.

E agora o evento conta também com apoio da Feira do Lago, via Prefeitura de Guarapuava.

SERVIÇO

A primeira edição do Baterasso está programada para o próximo dia 18 (domingo), às 17h, no Parque do Lago (anexo à Feira do Lago) – a entrada é gratuita. As inscrições para os bateristas podem ser feitas por e-mail ([email protected]). Informações: (42) 9.9911-1591.

Em caso de chuva, o evento pode ser adiado para o domingo seguinte.