Guarapuava, 11 de novembro de 2019
Cotidiano

Em alusão ao Dia do Psicólogo, que comemora a regulamentação da profissão no Brasil, Luciane Huchak fala ao CORREIO sobre a importância da psicoterapia, a quebra de tabus na área e as situações atendidas com mais frequência

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A regulamentação da profissão de psicólogo no Brasil ocorreu em 1962, resultado de um processo fundamental para o desenvolvimento da prática no país, que também determinou o currículo mínimo dos cursos de graduação na área.

Desde então, o dia 27 de agosto, quando foi promulgada a lei n° 4.119, se tornou uma data simbólica para os profissionais brasileiros, já que representa um histórico de perdas e vitórias para criar o atual cenário da atividade.

Em entrevista exclusiva ao CORREIO, a psicóloga Luciane Huchak, que atua na Clínica Dominus, em Guarapuava, é enfática ao dizer que a psicoterapia deve ser realizada apenas com psicólogos, e não com pessoas sem a devida formação.

Dessa forma, ela explica que os pacientes trazem suas situações de conflito, e na própria consulta o profissional identifica se a pessoa conseguirá dar conta naquele momento da superação do problema.

“Muitas vezes o paciente já vem com muitos sintomas, vem muito sobrecarregado, e pode ser o caso de você trabalhar com o profissional da psiquiatria. Nós trabalhamos em conjunto”, afirma, ressaltando que há casos em que apenas a psicoterapia é suficiente para o tratamento.

Luciane Huchak é enfática ao dizer que a psicoterapia deve ser realizada apenas com psicólogos, e não com pessoas sem a devida formação (Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

SITUAÇÕES

De acordo com Luciane, nos últimos anos vem sendo registrado um aumento nos casos de ansiedade e depressão. Em um contexto geral, ela avalia que hoje existem situações de pressão muito grande, que testam diariamente a resiliência das pessoas.

“Nós temos exemplos de crises conjugais, doenças, dores crônicas, problemas de relacionamento, medo da violência, perda de emprego e até mesmo a crise econômica do país”, diz, acrescentando que também há uma preocupação com os casos de suicídio no público adolescente.

No seu ponto de vista, o uso indevido de redes sociais acaba favorecendo a ocorrência de ciberbullying e o estímulos de comportamentos como a automutilação e o suicídio.

“Pois esse é o quadro mais vulnerável, que é mais atingido. A maturação que eles precisam ter no cérebro ocorre a partir dos 21 anos, que é necessário para evitar essas situações de risco e impulso”, pontua, alertando que quando o virtual atrapalha o real, há uma grande perda de controle.

“As pessoas utilizam muitas vezes a internet, as redes sociais, como se fossem uma fuga, uma anestesia para seus problemas, e até mesmo para procrastinar tarefas de casa e estudo”, completa a psicóloga.

ATUAÇÃO

A psicóloga Luciane Huchak (CRP 23066/08), que possui especialização em psicologia jurídica e forense, e em psicopedagogia clínica e institucional, atende na Clínica Dominus (rua Mal. Floriano Peixoto, 2.342 - Centro). A partir da metodologia comportamental, ela afirma que seu principal objetivo é contribuir para a melhoria do bem-estar e da qualidade de vida dos seus pacientes. “Eu acho minha profissão muito gratificante”, finaliza.

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