Cultura

Em novo livro, professor da Unicentro investiga mutilações humanas do insólito

Editado pela Estronho, a obra “Estranha Colheita: Mutilações Humanas do Insólito”, do professor Carlos Alberto Machado, deve ser lançado ao final deste mês de fevereiro
Carlos Alberto Machado é professor da Unicentro (Foto: Cristiano Martinez/Correio)

O insólito é tudo aquilo que não é habitual. Que foge do comum, que se opõe ao que é costumeiro. Casos policiais que merecem a alcunha de “insólito” existem aos montes, arquivados nas gavetas sem uma solução lógica. E, desde 1998, alguns deles têm mantido a pulga atrás da orelha do professor do campus Santa Cruz da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e escritor, Carlos Alberto Machado.

Ele conta que tomou conhecimento da história de um homem que morreu carbonizado em 1994, e a partir daí decidiu mergulhar no assunto.

“Uma mancha branca não identificada ao redor do corpo, a queima total do corpo, mas não totalmente de suas vestes, a morte idêntica de outros animais etc. Até então tinha conhecimento de apenas um caso similar ocorrido há uma década”, explicou Machado, que percebeu que não eram casos isolados.

O resultado de sua pesquisa está sendo editado pela casa paranaense Estronho e será publicado no livro “Estranha Colheita: Mutilações Humanas do Insólito”. O lançamento está previsto para o final do mês de fevereiro, nas cidades de Curitiba e Guarapuava.

O LIVRO

Machado explica que o livro é dividido em oito capítulos, nos quais demonstra inúmeros casos de mutilações humanas do insólito. Sua pesquisa envolveu o estudo de jornais, arquivos de programas de rádio e televisão, além da própria internet.

“Viajei por vários estados brasileiros e com ajuda de conhecidos fui atrás de mais informações e fiz pesquisa in loco. Entrevistei testemunhas, policiais, delegados e médicos legistas”, conta.

Livro é uma publicação da editora paranaense Estronho (Reprodução)

Segundo Carlos, o livro aborda casos internacionais e nacionais, como o famigerado “Máscaras de Chumbo”, que aconteceu em 1966. De acordo com os relatos, dois homens foram encontrados mortos em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. O curioso é que eles estavam usando máscaras de chumbo em seus rostos.

No oitavo e último capítulo, Machado teve contribuição da escritora russa Natália Dyakonova e dos pesquisadores Philipe Kling David, do Rio de Janeiro, e Pepe Chaves, de São Paulo. Eles investigam um caso de 1950 onde nove alpinistas russos morreram enquanto eram investigados pela KGB, o comitê de segurança da União Socialista Soviética.

ESCRITA

Apesar de ser um escritor de ficção científica, Carlos explica que separa o joio do trigo. “Estranha Colheita” possui um aspecto mais investigativo, utilizando como base reportagens policiais. São análises de casos registrados em boletins de ocorrências e laudos da polícia brasileira e russa.

“Trata-se de fatos que estão ocorrendo bem debaixo de nossos narizes, mas muitos preferem ignorar por vários motivos”, acredita.

EXTRATERRESTRES

Dizer que todos os casos são de autoria alienígena é questionável. O próprio autor pontua que é uma das inúmeras possibilidades, mas não necessariamente os extraterrestres do imaginário popular, como querem acreditar algumas pessoas.

Autor também se destaca pela produção em FC (Cristiano Martinez/Correio)

“Lembro que o termo alienígena se refere a qualquer cultura diferente da nossa. É um sinal inteligente feito por alguém que contém características incomuns e de difícil reprodução”, explica, referindo-se aos agroglifos, onde marcações são feitas em plantações. Um caso emblemático aconteceu no município de Prudentópolis em 2015. O próprio Machado participou da investigação dos campos, e afirma que isso será publicado futuramente em uma nova obra.

SERVIÇO

“Estranha Colheita: Mutilações Humanas do Insólito” é uma obra do professor e escritor Carlos Alberto Machado. Lançado pela Editora Estronho, o livro deve estar disponível ao final de fevereiro.

Ele pode ser encontrado no site da editora, portal fenomenum e em livrarias de cunho alternativo como a Gato Preto em Guarapuava (rua Azevedo Portugal, 1.362, próximo da praça da Prefeitura).