Guarapuava, 19 de fevereiro de 2020
#curta!

O professor doutor Claudio César de Andrade foi reconduzido à Presidência da Alac no novo biênio, agora ao lado do vice-presidente, Dr. Antonio Araújo. Na gestão passada, a Vice-Presidência foi ocupada pelo também médico Dr. Gilberto Saciloto

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Aconteceu no último dia 29 de novembro, nas dependências do Hotel Kuster, a posse da nova Diretoria da Academia de Letras, Artes e Ciência de Guarapuava (Alac); a comemoração dos 18 anos da entidade e a entrega de sua maior comenda, a esperada “Medalha Fortim Atalaia”.

Os Confrades e Confreiras da Alac reuniram-se para as comemorações dos 200 anos do aniversário de Guarapuava, em que se festejou também o seu décimo oitavo aniversário, além de empossar sua nova diretoria que terá a missão de conduzir os destinos da entidade no biênio 2019-2021 e para selar a noite, entregou a medalha de honra ao mérito “Fortim Atalaia”, a mais alta comenda oferecida pela Alac, à Mercedes Rocha Loures, representante dos familiares de um dos fundadores de Guarapuava, Capitão Antonio Rocha Loures, o Capitão Povoador.

O professor doutor Claudio César de Andrade foi reconduzido à Presidência da Alac no novo biênio, agora ao lado do vice-presidente, Dr. Antonio Araújo. Na gestão passada, a Vice-Presidência foi ocupada pelo também médico Dr. Gilberto Saciloto.

O presidente Claudio Andrade fez um agradecimento especial ao seu vice-presidente do biênio 2018/2019, Dr. Saciloto, que altruisticamente declinou de sua recondução para abrir espaços estratégicos para novos protagonistas. Andrade também agradeceu sua diretoria anterior que, com grande dedicação e talento, soube fazer mais que do que todos imaginávamos. “O que tenho a oferecer é o compromisso de depositar na Alac tudo o que aprendi, além do desejo de aprender mais com vocês para poder representá-los à altura”, disse o presidente.

HOMENAGEM

O artigo 33 do Estatuto da Alac se refere à instituição da Medalha de Honra ao Mérito Cultural “Fortim Atalaia”, a maior comenda da Academia, que deve ser conferida às pessoas que se destacam por seu excepcional mérito de cunho social, musical, literário, artístico e científico.

Em 2019, a pessoa escolhida para receber a comenda, além de seu excepcional mérito, deveria também, de alguma forma, se relacionar com as comemorações dos 200 anos do 9 de dezembro, ter ligação direta com um dos dois protagonistas das ações que determinaram o futuro da cidade de Guarapuava, há 200 anos, em 09 de dezembro de 1819: o Padre Francisco das Chagas Lima e o Capitão Antônio da Rocha Loures. O padre era tio da esposa do Capitão Rocha, Joana Maria de Lima.

O presidente da Alac entrega a maior comenda da instituição, a medalha Fortim Atalaia, à Mercedes Rocha Loures (Foto: Assessoria)

Coube à professora Zilma Haick Dalla Vecchia fazer o pronunciamento que homenageou Dona Mercedinha. “Mercedes Loures de Lacerda, além de ser uma descendente direta, do lado paterno e materno, do Capitão Rocha, tem uma história de conquista e dedicação ao campo cultural da religião. E também, à sua família! Mercedinha, além de sua ascendência histórica, desempenha, há muito tempo, inúmeras responsabilidades na Igreja Católica e se dedica em divulgar, em terras de Guarapuava, a devoção a Maria trazida por sua antepassada, sua avó Laura Rosa, esposa do Brigadeiro Rocha, filho de Antônio. Mercedinha, é uma mulher de fé! Foi a escolha perfeita para o recebimento da maior honraria da Alac, em 2019!”.

A homenageada da noite, Dona Mercedinha, ficou emocionada. “Eu faço parte, junto com os meus ancestrais, da História de Guarapuava, porque desde o primeiro dia da história desta cidade, aqui estava o meu tataravô paterno: Antônio da Rocha Loures, o Capitão Rocha. O Brigadeiro Rocha, Francisco Ferreira da Rocha Loures é meu bisavô paterno e tataravô materno. O Capitão Antônio da Rocha Loures, era casado com Joana Maria de Lima, sobrinha do Padre Francisco das Chagas Lima. Os dois, então, Capitão Rocha e Padre Chagas, foram os líderes do 9 de dezembro de 1.819, o que pode ser comprovado por inúmeros documentos. São eles, portanto, os fundadores da Guarapuava de hoje”.

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