Guarapuava, 25 de maio de 2019
Cotidiano

Na famosa 'terra do lobo bravo', a tendência é que a paralisação seja realizada tanto em unidades de educação básica quanto de ensino superior. Haverá um ato unificado a partir das 9h, na rua XV de Novembro

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Professores e funcionários públicos do Paraná devem cruzar os braços e manter mais um dia de greve nesta quarta-feira (15). A paralisação é uma manifestação de apoio à parada geral que ocorrerá no dia 14 de junho, e uma busca por diálogo com a sociedade.

Na pauta da discussão estão os cortes orçamentários no setor e a proposta de reforma da Previdência, amplamente criticada pelas centrais sindicais.

De acordo com a presidente do diretório municipal do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Terezinha Daiprai, essa “paralisação de um dia” deve ocorrer em todo o Brasil.

Em Guarapuava, a recomendação é que as aulas sejam interrompidas, mas há previsão de atividades também nos colégios estaduais. “Mesmo quem não aderir à paralisação, nós estamos indicando que organizem atividades nas unidades de ensino”, explica a presidente.

Nesses casos, devem ser organizadas rodas de conversas, mesas-redondas e produção de cartazes sobre os dois itens da pauta da mobilização.

Já no ensino superior, os docentes da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) aprovaram a participação na mobilização em uma assembléia geral realizada na última segunda-feira (13) pelo Sindicato dos Docentes da Unicentro (Adunicentro). A aprovação foi unânime em todos os campi da instituição.

Entre as atividades planejadas para esta quarta estão a mobilização na rua XV de Novembro, a partir das 9h, em um ato unificado entre profissionais da educação básica e superior, e uma vigília nos campi Santa Cruz e Cedeteg, a partir das 19h.

“Nessa manifestação [no período da manhã] estaremos recolhendo assinaturas contra a reforma e conversando com a população sobre os cortes”, acrescentou Daiprai.

ADESÃO

De acordo com a presidente, muitos professores aderiram à última paralisação, que foi realizada no dia 29 de abril, e o saldo foi positivo, já que foi aberta uma mesa de discussão entre a administração estadual e os trabalhadores da educação.

“Para nós, funcionários do Estado, a avaliação é que o cenário mudou positivamente, pois conseguimos abrir a discussão [sobre o pagamento da data-base] e o governo vai estudar a proposta”, apontou Terezinha, acrescentando que o dia parado não foi descontado de nenhum servidor.

GREVE GERAL

Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a mobilização será um “esquenta” para a greve geral que está marcada para o dia 14 de junho, e que tem a crítica à reforma da Previdência como sua principal pauta. Assim, diversas categorias devem aderir à movimentação.

Em um ato com mais de 200 mil pessoas no dia 1° de maio na cidade de São Paulo, a parada geral foi aprovada por trabalhadores representados pelas principais centrais sindicais do país.

“O Brasil irá parar em defesa do direito à aposentadoria dos brasileiros e das brasileiras. A única forma de barrar essa reforma é fazer o enfrentamento nas ruas. É greve geral”, destacou à época Vagner Freitas, presidente nacional da CUT.

Durante a assembleia da Adunicentro, também foi aprovada a adesão a este movimento, e as atividades para o dia serão definidas nas próximas semanas.

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