Guarapuava, 17 de janeiro de 2019
Política

O parlamentar, que foi reeleito presidente da Câmara de Vereadores, tomou posse junto com a nova Mesa Diretora no último dia 2 de janeiro

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João Napoleão (Pros) está pela quarta vez à frente do Poder Legislativo de Guarapuava. A primeira vez que assumiu o principal posto na Câmara de Vereadores foi entre os anos de 2011 e 2012. Depois, cobriu um mandato em exercício em 2015. O parlamentar foi reeleito para o biênio de 2017/2018, e, agora, após ser novamente reeleito, deve permanecer no posto até 2020.

Junto dele, integram a Mesa Diretora os vereadores Danilo Dominico (PSD), como 1° vice-presidente, Maria José (PSDB), como 2ª vice-presidente, Jabur do Motocross (PRB), como 1° secretário, Professor Serjão (PT), como 2° secretário, e Marcelinho (DEM), como 3° secretário.

“É meu dever fazer um trabalho sério, com responsabilidade. É isso que a sociedade espera. Fomos eleitos para fazer a diferença, para que tenhamos uma Educação e uma Saúde à altura do povo de Guarapuava”, disse Napoleão.

Em entrevista ao CORREIO, o vereador fala sobre seus próximos passos como legislador, as ações que pretende fazer como presidente e o cenário da política guarapuavana. A seguir, confira os principais pontos:

O presidente da Câmara, João Napoleão, durante entrevista ao CORREIO (Foto: Douglas Kuspiosz)

 

Essa é a quarta vez que o sr. assume a presidência da Câmara de Vereadores. Qual é o balanço da sua trajetória à frente do Poder Legislativo?

Nós começamos uma transformação na Câmara. Na transparência, nos atos da presidência, uma transformação na forma realmente de trabalhar. Vinha sendo uma forma que já não se aceita mais, o famoso ‘sempre foi feito, nunca dá nada’. A gente precisa trabalhar em cima de leis, sempre com muita parceria do Ministério Público. E a população não aceita mais qualquer coisa que deixe margem de dúvida ou qualquer coisa assim.

Uma das bandeiras que seus mandatos anteriores tiveram foi a devolução dos recursos da Câmara que sobraram durante o ano. Qual será o montante referente a 2018?

Nós em 2017 devolvemos R$ 3 milhões para a Prefeitura de Guarapuava, que foi para aplicar no Hospital do Câncer. Em 2018, nós devolvemos próximo de R$ 4,5 milhões, e deve ser para o hospital cerca de R$ 3 milhões. Pretendemos agora no biênio 2019/2020 devolver R$ 5 milhões em cada ano. Ou seja, até 2020 vamos devolver mais R$ 10 milhões.

Como o sr. encara a responsabilidade de estar à frente da Casa de Leis?

É uma honra para mim estar à frente da Câmara nesses anos, a cada dia com comprometimento e com a responsabilidade de bem representar o nosso poder. A gente sempre fala para todos os vereadores e para os funcionários se orgulharem de trabalhar no Poder Legislativo, e que façam jus e que sejam exemplos como cidadãos.

Em termos de administração, quais são as mudanças que devem ser feitas na Câmara? Lembro que foi discutida a aquisição de um painel eletrônico para as votações.

Nós devemos digitalizar e melhorar, além da aquisição do painel, os gabinetes dos vereadores. Nós precisamos melhorar o som do plenário, porque realmente já tem muitos anos. E, antes de tudo, precisamos trocar a cobertura do plenário, porque existem muitas goteiras, muitos problemas, e são questões antigas. Sempre tratamos de forma paliativa, mas agora vamos arrancar e mudar toda a cobertura até mesmo pela questão de segurança tanto dos vereadores quanto de quem vem acompanhar as sessões.

Como o sr. vê a renovação no quadro de vereadores que ocorreu nas últimas eleições? Esses novos nomes já estão bem azeitados com a rotina do cargo?

Eles estão melhorando a cada dia. Essa legislatura é comprometida. Eu vejo com muita alegria esses avanços de todos eles nesses dois anos.

Hoje o prefeito Cesar Silvestri Filho possui maioria na Câmara?

O prefeito tem a maioria. Nós damos sustentação porque ele tem feito a diferença, e nós temos feito a nossa parte também. O prefeito tem dado uma atenção muito importante para o Legislativo, tem reconhecido o nosso trabalho aqui. Ele tem falado que a Câmara tem sido uma parceria do Executivo e é assim mesmo que temos trabalhado: para que a Prefeitura faça as obras que vão ao encontro com os interesses do nosso povo, principalmente das pessoas que mais precisam.

A política guarapuavana teve duas grandes perdas no ano passado: o deputado estadual Bernardo Carli, e o ex-deputado federal Cezar Silvestri. No seu ponto de vista, qual o impacto disso para a região?

O Bernardo foi um deputado que tínhamos um carinho muito grande. Um jovem, um visionário com muita vontade de trabalhar e com um grande histórico de trabalho por Guarapuava, pela região e por todo o Paraná. Não foi diferente com o Cezar, uma pessoa que teve a sua luta ao longo de sua carreira política trabalhando em prol do desenvolvimento da nossa cidade e da região. Duas pessoas, duas perdas irreparáveis, que realmente nos deixaram tristes. Foi um ano difícil. Mas a vida precisa seguir, já que daqui a pouco teremos eleições para prefeito. Precisamos discutir quem irá cuidar do destino da nossa cidade, haja vista que estamos em um desenvolvimento muito grande. Não pode ser uma decisão isolada de um ou dois grupos, precisa ser algo que saia da sociedade como um todo.

Nós em 2017 devolvemos R$ 3 milhões para a Prefeitura de Guarapuava, que foi para aplicar no Hospital do Câncer. Em 2018, nós devolvemos próximo de R$ 4,5 milhões, e deve ser para o hospital cerca de R$ 3 milhões. Pretendemos agora no biênio 2019/2020 devolver R$ 5 milhões em cada ano. Ou seja, até 2020 vamos devolver mais R$ 10 milhões

Falando nas próximas eleições, o sr. tem interesse em se lançar como candidato à prefeitura?

Eu já fui perguntado por algumas pessoas, mas eu quero dizer que gosto de ser vereador. Eu sou vereador porque eu gosto realmente da forma do Legislativo. Sou grato a Deus e ao povo de Guarapuava.

Em 2020, então, vai tentar a reeleição?

É o que a gente pensa. Eu vou disputar se for a vontade de Deus, me dando saúde. Pretendo continuar como vereador, mas é um processo. Precisamos passar pelos partidos, vai haver algumas mudanças. Depois teremos as convenções. Ainda vamos ver a parte legal no momento certo. A vontade é de continuar.

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