Esporte

...e a 21ª edição começa nesta quinta-feira (14)

O mais conhecido torneio de futebol do planeta inicia com o jogo entre Rússia e Arábia Saudita. Mas o nível técnico da competição costuma ser baixo e os torcedores brasileiros não parecem muito interessados
(Foto: Ilustrativa/EBC)

Parafraseando o lendário Millôr Fernandes (1923- 2012), e assim se passaram os dias. Desde a fatídica Copa do Mundo no Brasil – do emblemático 7 a 1 à herança maldita de arenas falidas -, lá se foram quatro anos e eis que temos uma nova edição do principal torneio de futebol do planeta: Rússia, cujo pontapé inicial será nesta quinta-feira (14), às 12h (horário de Brasília), entre os donos da casa e a Arábia Saudita.

Do ponto de vista midiático e de faturamento da Fifa, a competição ainda é um sucesso. Porque tecnicamente os jogos da Copa costumam ser sofríveis, com jogadores estressados e partidas sonolentas. Não é nostalgia, mas desde a edição de 1990 na Itália a qualidade técnica vem caindo pelas tabelas, revelando aos olhos do mundo todo um futebol estagnado e sem evolução tática.

Enquanto no campo os jogos se tornaram chatos, na telinha a coisa ficou muito melhor de se ver. São “trezentas câmeras”, como diria o comentarista Gerson (sabe, certo campeão de 1970...), que captam cada detalhe do lance. Inclusive, a grande novidade nessa 21ª edição da Copa está fora das quatro linhas, como é o caso do árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês de “video assistant referee”). Trocando em miúdos, significa que a imagem será uma aliada para reduzir os erros da arbitragem.

Serão quatro profissionais analisando as imagens por partida. A principal função, chamada pela Fifa de VAR, é do árbitro de vídeo principal, que terá comunicação direta com o juiz de campo e quem, de fato, vai definir se um lance precisa ser verificado. Este terá acesso a todas as câmeras espalhadas pelo estádio (33 no total).

INTERESSE

Há muito tempo não se via uma Copa do Mundo tão fria para os brasileiros. Das ruas às casas, o clima é de falta de interesse com o torneio, mesmo em meio a uma Seleção Brasileira bem na fita. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, os comandados do técnico gaúcho Tite fecharam a fase de preparação com 86% de aproveitamento. Ou seja, é o melhor desempenho desde a histórica seleção de 1970.

No entanto, o público não está com o mesmo frisson pela Copa. Uma pesquisa nacional do Datafolha revela que 53% dos brasileiros afirmam não ter nenhum interesse pelo Mundial, isso em um ano eleitoral, com a economia fraca e ainda na ressaca de uma manifestação de caminhoneiros que quase paralisou o país.

Apesar disso, muitos especialistas (economistas, marqueteiros etc.) acreditam que basta a primeira “pimba na gorduchinha” para os torcedores se empolgarem e voltarem a se entusiasmar pelo principal torneio de futebol.

É esperar pra ver... principalmente em um sofá confortável e diante da telinha (TV, smartphones, tablets etc.).