Guarapuava, 21 de julho de 2019
Agricultura

Em visita a Guarapuava, o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini coordenou a Reunião de Campo 2º Semestre 2019, na manhã desta segunda-feira (17). Segundo ele, a cooperativa tem se saído bem em termos de desempenho

-

O ano deve ser normal em relação aos preços do custo de produção. Esta é a avaliação do diretor-presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini.

O Dr. Gallassini, como é mais conhecido, visitou a unidade da Coamo em Guarapuava, na manhã desta segunda-feira (17 junho).

Ele veio até a famosa “terra do lobo bravo” para a Reunião de Campo 2º Semestre 2019 da cooperativa. O encontro levou dezenas de cooperados da região até o escritório local.

Entre uma atividade e outra, o Dr. Gallassini conversou com a imprensa. Segundo ele, as produções de soja, trigo e milho estão com excedente em todo o mundo. Mas o mercado norte-americano sofre com o excesso de chuvas, o que influencia os preços.

“Estamos numa grande colheita de milho de 2ª safra, o chamado milho safrinha”, diz o executivo. Ele avalia que há um grande excedente de milho. “E a soja subindo também, por causa dos efeitos climáticos de lá [EUA], que pode prejudicar a produção”.

No geral, o aspecto positivo é a elevação dos preços. “Acho que vamos ter um ano normal de preços, em relação ao custo de produção. E nós vamos plantar a partir de setembro o milho e a soja; e o cooperado vai plantar mais soja”.

Durante a conversa desta segunda-feira, o diretor-presidente apresentou o balanço relativo ao recebimento da produção da safra 2018/2019 pela Coamo. No caso da soja, 69.200.000 sacas; o milho (de verão), 3.811.192 sacas; já o milho 2ª safra, previsão de 40.000.000 sacas; trigo, também estimativa de 8.000.000; e outros produtos (aveia, café etc.), 300.000. No total, são 121.311.192 sacas previstas para este ano.

Ele complementa ainda dizendo que o agricultor já se preparou e comprou todos os insumos. “Um grande plantio de soja e depois uma grande safra”.

COAMO

Na visão de seu diretor-presidente, a Coamo sempre tem se saído bem em termos de desempenho. “Este é um ano em que está indo bem. Eu diria que, para nós, normal. Vai ter sobras para cooperados. Acho que vai ser um ano bom”.

Ele pressente boa perspectiva. “Tendo grandes safras, o resto a gente faz na viagem. O preço é uma coisa que a gente tem de esperar pra ver”.

E, no campo da política, Gallassini avalia que ainda não é possível sentir os efeitos do novo governo. “Até porque não foram muitas coisas definidas”.

De maneira geral, o diretor-presidente identifica muitas dificuldades econômicas. “O país tinha de aproveitar essa mudança que houve na política e realmente fazer as mudanças que precisa”, citando a importância de uma reforma na Previdência, por exemplo.

Cooperados da Coamo participaram da reunião de campo, na manhã desta segunda-feira (17 junho), em Guarapuava (Foto: Cristiano Martinez/Correio)

REUNIÃO

O presidente da Coamo explica que a Reunião de Campo tem como principal objetivo fazer com que o cooperado fique por dentro das novidades do mercado brasileiro e mundial. Além também de informá-lo sobre a situação da cooperativa, em relação a estoques, recebimentos, vendas etc.

“O cooperativismo é uma sociedade de produtores. No nosso caso são 28,8 mil cooperados e temos de dar satisfação pra ele [cooperado]”, diz Gallassini.

“A gente tem de falar com o produtor e fazê-lo ver como as coisas estão no mundo”, destacando que, nesses quase 50 anos de Coamo, sempre são feitas duas reuniões ao ano, divididas por cada semestre.

Veja Também