Guarapuava, 06 de dezembro de 2019
Esporte

Com eleições programadas para a próxima sexta-feira (22), o clube guarapuavano tem bate-chapa entre dois grupos que representam a situação e a oposição. Mas o empresário Bernardo Feler alega dificuldades para utilizar o Estádio Waldomiro Gelinski na próxima temporada

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Principal investidor na temporada vivida pela Associação Atlética Batel em 2019, o empresário Bernardo Feler não garante sua permanência no clube guarapuavano no ano de 2020. Mesmo se vencer as eleições na próxima sexta-feira (22).

Em entrevista ao CORREIO, Feler, que hoje ocupa o cargo de diretor executivo do Batel, explica que sua chapa de situação concorre à diretoria do clube para o biênio 2020/2021, em disputa contra uma proposta montada por Dirceu Antônio Dal’Maz, o Pato. “Só vou retirar [a candidatura] se realmente eu não conseguir entrar num acordo com a família Gelinski referente ao estádio”, diz Feler. “Se eles confirmarem que não terei onde jogar, vou retirar a minha chapa”.

O diretor informa que as negociações estão difíceis para utilizar o Estádio Waldomiro Gelinski (WG) na temporada de 2020. “O que está acontecendo é que, se eu ganho as eleições, não teremos o estádio. O Batel terá que ir para outra cidade e mandar os jogos fora”.

Inclusive, Feler afirma que já montou um elenco de jogadores e uma comissão técnica, com vários eventos esportivos programados para o ano que vem. “Mas isso tudo só pode ser possível se for permitida uma condição de trabalho”, destacando que fez várias tentativas para manter o Waldomiro Gelinski, mas sem sucesso. “Tenho muitas coisas já programadas para 2020, mas preciso me sentir confiante com a segurança em relação ao estádio e ao futuro”.

Diante desse cenário, o diretor executivo batelino indica que o amistoso comemorativo dos 200 anos de Guarapuava pode ser seu último compromisso com o Rubro-Negro da Baixada. No próximo dia 7 de dezembro, o selecionado máster do Brasil enfrentará o Batel Máster, às 15h30, no WG.

Será a oportunidade de ver em campo nomes históricos como Marcelinho Carioca, Túlio Maravilha, Edilson Capetinha, entre outros. Os ingressos já estão sendo vendidos online pelo site kdmingressos.com.br; ou nos pontos físicos na loja oficial do Batel, no Box Universitário, KM Universitário e na American Club.

Diretor executivo alega dificuldades para utilizar o Estádio Waldomiro Gelinski na próxima temporada, quando o Batel disputará a Segunda Divisão (Foto: Arquivo/Correio)

PROJETO

Em caso de saída do Batel, Bernardo Feler acena com a possibilidade de montar outro time profissional no município: o Guarapuava Futebol Clube, em um projeto de clube-empresa. Ou mesmo fazer parceria com o Guarapuava Esporte Clube. “Mas os dois ‘Guarapuavas’, ainda estamos estudando”, diz o empresário, afirmando que é quase certo que deixará o Batel.

Feler sabe que a criação de um novo clube envolve a filiação na Federação Paranaense de Futebol e disputar a Terceira Divisão do Campeonato Paranaense. “É preferível fazer uma coisa em que você possa ver um futuro mesmo que leve mais algum tempo”, acrescentando que Guarapuava é uma cidade maravilhosa e com condições de ser um grande centro nos esportes. “Um time sério profissional daria um grande incentivo para a economia da cidade e para área social”.

O empresário espera que, na hipótese de sua saída do Batel, as pessoas que assumirem o clube façam um bom trabalho.

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