Guarapuava, 17 de December de 2018
Agricultura

Foram coletadas informações de 4.918.593 estabelecimentos agropecuários dos 5.252.354 inicialmente estimados pelo Instituto

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(Foto: Assessoria)

O IBGE, na última quarta-feira (28), completou 93,6% da coleta, primeira etapa dos trabalhos do 11º Censo agro do Brasil, o 10º realizado pelo IBGE. Até aquela data, foram coletadas informações de 4.918.593 estabelecimentos agropecuários dos 5.252.354 inicialmente estimados pelo Instituto. Para o presidente do instituto, Roberto Luis Olinto Ramos, o IBGE atingiu a meta, uma vez que os cerca de 19 mil recenseadores envolvidos na operação censitária visitaram 7,2 milhões de endereços, quase dois milhões a mais que os inicialmente listados, para identificar a existência ou não dos estabelecimentos.

Essa diferença ocorre porque o cadastro de endereços vai sendo atualizado na medida em que os recenseadores vão percorrendo o país: eles excluem os endereços que não caracterizaram um estabelecimento agropecuário e incluem outros que foram identificados e que não constavam da lista inicial. “Nosso objetivo inicial foi atingido. Tanto é assim, que o cronograma de divulgação dos primeiros resultados está mantido para o mês de julho”, comemora o presidente.

Olinto esclarece que ainda não é possível afirmar se houve uma alteração significativa no número de estabelecimentos em relação ao Censo realizado em 2006. “Passamos agora por uma fase de ajuste fino, com a apuração dos dados coletados e a crítica deles. Além disso, a coleta ainda permanece em algumas regiões, especialmente aquelas onde fatores climáticos afetaram seu andamento e nas áreas de difícil acesso, o que já era esperado pelo IBGE”, explica.

A crítica dos dados é um procedimento estatístico pelo qual se verifica se há coerência nas informações coletadas, minimizando-se, com isso, a possibilidade de erro. Portanto, em alguns casos, é preciso voltar ao estabelecimento agropecuário e aplicar novamente o questionário.

CLIMA

Segundo o gerente do Censo Agropecuário, Antonio Florido, as Unidades da Federação mais afetadas pelos fatores climáticos foram o Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Acre, e outros em menor escala, onde as chuvas de verão dificultaram o acesso aos estabelecimentos a serem recenseados.

Há, ainda, as áreas indígenas, cujas visitas ocorrem com a intermediação da Fundação Nacional do Índio (Funai).

“Nosso planejamento já previa que teríamos que utilizar um tempo de coleta além do final de fevereiro, devido a possíveis fatores climáticos. Trabalhamos no período de chuvas em boa parte do Brasil e, além destes possíveis complicadores para trabalho em campo, ainda tínhamos as áreas que sabidamente são de maior dificuldade”, conclui Florido.

A divulgação dos primeiros resultados do Censo Agro está prevista para julho de 2018 e mostrará o perfil do produtor rural por sexo, idade, cor ou raça, alfabetização e escolaridade, utilização das terras, efetivos da pecuária, produção animal e vegetal, a forma de obtenção das terras, as práticas agrícolas utilizadas no estabelecimento, entre outros.

PARANÁ

Até o final de fevereiro, 303.228 estabelecimentos agropecuários foram recenseados no Paraná.

A operação censitária no estado contou a participação de 1.490 recenseadores, que visitaram 471.565 endereços entre o início de outubro do ano passado e o dia 28 de fevereiro de 2018. As visitas servem para identificar a existência ou não de estabelecimentos agropecuários. Para se encaixar nessa definição, a propriedade precisa ter como objetivo a produção, seja para venda (comercialização da produção) ou para subsistência (sustento do produtor ou de sua família). Os dados do último Censo Agro, realizado em 2006, apontam para a existência de 371.063 estabelecimentos desse tipo no estado.

A coleta continua em alguns locais do Paraná paralelamente à supervisão dos dados, que visa a minimizar possíveis inconsistências no levantamento. Esse tipo de situação já era previsto pelo IBGE, portanto, não se trata de prorrogação do prazo de recenseamento.


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