Guarapuava, 17 de December de 2018
Esporte

Embalado pela goleada elástica em cima da Portuguesa (8 a 1), o rubro-negro da Baixada encaminha sua classificação para a fase decisiva do campeonato estadual

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Iraty e Batel jogaram em 2016 (Foto: Ilustrativa/Folha de Irati)

Em situações antagônicas na Segundona 2018, Iraty e Batel entram em campo nesta quarta-feira (14), às 15h30, para um jogo cercado de rivalidade entre as cidades de Irati e Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná. Não por sinal, o encontro é um verdadeiro clássico regional do interior do Estado.

Claro que não se compara ao espírito de animosidade de embates como Clássico do Café (entre Grêmio Maringá x Londrina) ou Atletiba (Atlético-PR x Coritiba), dentro das fronteiras do Paraná. No entanto, a distância de 150 km ao mesmo tempo aproxima e separa a “terra do lobo bravo” e o “vale do mel” ao longo da história.

Por exemplo, a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) permite uma proximidade entre as duas cidades, já que ambas pertencem à mesma instituição. Mas também separa, na medida em que cada metade se sente menos privilegiada em algumas decisões.

No universo do futebol, o Azulão iratiense vem se sobressaindo na região. Nos últimos anos, o Iraty apresentou uma evolução no Paranaense e quase subiu de divisão em 2017. Ao rubro-negro da Baixada, o momento é de reconstrução desde o ano passado.

Por enquanto, o Batel tem se saído melhor no Campeonato Paranaense da Segunda Divisão 2018. Após seis rodadas, o time batelino ocupa a 5ª posição da tabela, com 8 pontos (2 vitórias, 2 empates e 2 derrotas). Inclusive, o clube vem de uma sonora goleada: 8 a 1 em cima da Portuguesa Londrinense. Já o Iraty está em 8º lugar, com 5 pts (1 vitória, 2 empates e 3 derrotas).

RIVALIDADE

Azulão e rubro-negro se enfrentam nesta quarta-feira (14), no Estádio Cel. Emílio Gomes, em Irati, pela sétima rodada do Paranaense. Para o técnico rubro-negro Marcelo H. do Ó, a rivalidade pesa no confronto. “A gente tem muitos ex-jogadores do Iraty. Claro que pra eles tem um sentimento diferente. E pra região também”.

No entanto, o “professor” avalia que é importante fortalecer o Centro-Sul, com mais clubes na elite do futebol paranaense. Ele acompanhou um jogo do Prudentópolis, que disputa a Primeira Divisão, e o sentimento da diretoria desse time é de que o Batel consiga o acesso em 2018. “Assim, fortalece a região”.

Como são apenas duas vagas na elite, Marcelo brinca que o Iraty pode esperar mais um ano. “Que ele suba mais pra frente”, acreditando que o Operário Ferroviário (Ponta Grossa) vai conquistar a outra vaga, sobrando apenas uma para o Batel brigar.

PONTUAÇÃO

Com a vitória elástica sobre a Portuguesa Londrinense no último domingo (11), o Batel cumpriu parte da meta projetada pelo técnico Marcelo H. do Ó em dois jogos: 4 pontos. Ou seja, um empate diante do Iraty já seria de bom tamanho para o rubro-negro.

“Com isso [4 pontos], já nos dá a classificação antecipada. Aí, o jogo contra o Operário, no final dessa fase, seria mesmo para definir o nosso lugar [na tabela de classificação]”, afirmou Marcelo.

Assim, a classificação encaminhada permitiria ao técnico fazer os últimos ajustes no time e se preparar para o turno decisivo da Segundona. “Fazer seis jogos perfeitos na segunda fase e conquistar o acesso”.


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