Guarapuava, 18 de setembro de 2019
Cotidiano

Na avaliação dos manifestantes, a adesão à greve nacional da educação está sendo grande em todo o Paraná; atividades devem seguir até a noite desta quarta (15) nos campi da Unicentro

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Um ato unificado entre professores, alunos e funcionários da educação básica e superior está mobilizando centenas de pessoas na região central de Guarapuava. Reunidos na praça 9 de Dezembro, os manifestantes mantêm a crítica aos cortes orçamentários no setor e a reforma da Previdência como as principais pautas da greve nacional.

A presidente do diretório municipal do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), professora Terezinha Daiprai, avalia que a adesão foi positiva, já que todos os colégios estaduais do município estão juntos no movimento.

“Nós temos participação em todas as escolas. Não paralisaram 100%, mas em cada uma há adesão”, explica, ressaltando que a nível estadual a mobilização também está sendo significativa. “São temas [o corte orçamentário e a reforma] que irão atingir todos os servidores”.

Na visão da acadêmica de educação física da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Bruna de Sousa, o movimento estudantil tem uma luta contínua.

“A gente adormece, mas no momento que tem um ataque à educação, a gente precisa acordar. Foi um ataque moral à educação, e isso fez a gente se mexer”, afirma.

Ela ainda acrescenta que os alunos fizeram uma caminhada do campus Cedeteg, que fica no bairro Vila Carli, até a praça. “Viemos caminhando e fazendo gritos de ordem. Foi uma adesão bem grande”, relata.

Ato na Praça 9 de dezembro | Saúde, Educação, e mais
A mobilização ocorreu na praça 9 de Dezembro (Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

Pedro Gabriel Gubert Teo, estudante de história da universidade, explica que duas assembleias gerais movimentaram o cenário acadêmico da Unicentro, tendo mais de 800 alunos participantes.

“Foi extremamente positiva, não só pela quantidade de presentes, mas porque também renovou o ciclo de luta”, aponta, acrescentando que desde 2016, quando a instituição foi ocupada pelo movimento estudantil, não se realizava uma assembleia.

Nesse ponto, segundo o presidente do Sindicato dos Docentes da Unicentro (Adunicento), professor Geverson Grzeszczezyn, há uma forte aliança entre as classes docente e discente. “Houve uma mobilização bastante significativa, e esse é o objetivo da nossa greve geral”, afirma.

Para ele, é preciso manter um contato com a comunidade para que os direitos e melhores condições no setor sejam reivindicados.

VIGÍLIA

Na noite desta quarta-feira (15), será realizada uma vigília no campus Santa Cruz da universidade. “Vamos fazer rodas de conversas”, conta Bruna.

GREVE GERAL

Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a mobilização será um “esquenta” para a greve geral que está marcada para o dia 14 de junho, e que tem a crítica à reforma da Previdência como sua principal pauta. Assim, diversas categorias devem aderir à movimentação.

Em um ato com mais de 200 mil pessoas no dia 1° de maio na cidade de São Paulo, a parada geral foi aprovada por trabalhadores representados pelas principais centrais sindicais do país.

“O Brasil irá parar em defesa do direito à aposentadoria dos brasileiros e das brasileiras. A única forma de barrar essa reforma é fazer o enfrentamento nas ruas. É greve geral”, destacou à época Vagner Freitas, presidente nacional da CUT.

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