Guarapuava, 17 de December de 2018
Política

O evento está programado para ocorrer no Calçadão da XV, na região central da cidade, na tarde deste sábado (29). Segundo uma das organizadoras, não haverá passeata pelas principais ruas do município

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(Foto: Ilustrativa)

Um ato público e apartidário em Guarapuava promoverá protesto contra o candidato a presidente da República Jair Bolsonaro (PSL). Neste sábado (29/setembro), o Calçadão da XV (em frente à Praça 9 de Dezembro) será palco do “Mulheres contra Bolsonaro”, a partir das 13h.

Segundo uma das organizadoras do evento, Mariana S. Valente, não haverá passeata pelas principais ruas do município. “Acreditamos que a concentração de pessoas no calçadão já gerará visibilidade suficiente para o ato, pois também haverá discursos das pessoas que organizaram o ato”, informando que serão distribuídos balões e adesivos com a mensagem “#EleNão”.

O evento em Guarapuava foi inspirado no ato nacional “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, que também estará acontecendo nesse mesmo dia 29 de setembro. “Eu e a Patrícia Seratto pensamos que criando um evento somente para a cidade geraria muito mais interação entre as pessoas daqui, sem falar que todos teriam um ‘norte’ do que fazer no dia”, explica Valente, destacando que o movimento guarapuavano conta com o apoio de advogadas (os), sindicatos, movimentos sociais e feministas.

“Acreditamos que este ato seja a oportunidade de todas as pessoas daqui de Guarapuava manifestar sua indignação e renegação a Bolsonaro. A capa de nosso evento diz ‘Mulheres contra Bolsonaro’, mas desde o início fizemos o esforço de comunicar que nosso ato é inclusivo, que todas as pessoas, independentemente do gênero e posicionamento partidário, sintam-se convidados a participar do ato. Nosso intuito é gerar um momento de união, onde pessoas que compartilham de um mesmo pensamento possam demonstrar isso”.

CONTEXTO

Na avaliação de Mariana S. Valente, o Brasil passa por uma crise escancarada dia e noite pela mídia. Mas isso não é motivo para recorrer a ideias retrógradas, machistas, homofóbicas, violentas e extremistas. “Imaginar que Bolsonaro possa se tornar o futuro presidente do Brasil é algo muito desanimador”.

A organizadora termina dizendo que, no processo de evolução, é preciso adotar posturas abertas e receptivas. Por isso, “propostas que vão contra a isso de maneira alguma visam o desenvolvimento de uma nação”.

MP-PR

O Ministério Público do Paraná expediu nesta sexta-feira (28 de setembro) recomendação administrativa dirigida à governadora do Estado com o objetivo de assegurar que as manifestações organizadas por grupos de mulheres previstas para ocorrerem em todo o estado neste sábado (29) sejam realizadas de forma pacífica.

No documento, que também é dirigido ao secretário de Estado da Segurança Pública, ao Comando-Geral da Polícia Militar e ao delegado-geral da Polícia Civil, o MP-PR recomenda que os órgãos garantam o direito à realização de manifestações públicas pacíficas nos locais definidos e acompanhem a realização dos atos, intervindo somente se necessário para garantir a segurança de seus participantes. Nos casos em que houver necessidade de atuação repressiva das polícias Civil e Militar, deverão ser observados os meios adequados e proporcionais de contenção, evitando-se o uso de qualquer espécie de armamento, salvo em caso de necessidade inafastável.

Além disso, os policiais civis e militares devem ser orientados para que, nas abordagens policiais – que só devem ocorrer se motivadas por critérios objetivos –, a revista seja realizada por agentes do mesmo gênero da pessoa abordada, sem qualquer tipo de tratamento vexatório ou discriminatório.

Outro item do documento recomenda que a atuação da imprensa durante a realização dos atos, bem como a captação de imagem e som por qualquer pessoa, não seja impedida, devendo as forças de segurança se abster de apreender equipamentos de áudio, foto e vídeo dos manifestantes.

Ao expedir a recomendação, assinada pela Procuradoria-Geral de Justiça e pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos, o Ministério Público do Paraná destaca a previsão constitucional de livre manifestação do pensamento e a necessidade de não haver criminalização das manifestações populares, bem como de qualquer setor da sociedade civil que delas participam, sem prejuízo das individualizações e do empenho na apuração dos ilícitos penais eventualmente cometidos, seja por civis ou militares.

SERVIÇO

Para mais informações sobre o “Mulheres contra Bolsonaro”, basta entrar em contato por meio da página oficial nas redes sociais.

 

*********Matéria com acréscimo de informações às 17h26 de 28/09/2018


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